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| Assepsia com álcool em gel é a forma mais prática para evitar o contágio, dizem especialistas |
Com recente aumento dos casos de gripe A no Estado e um registro da doença confirmado em Bauru, a demanda pelo uso de álcool em gel para limpar as mãos cresceu consideravelmente nos últimos dias. Por medo do vírus H1N1, assim como ocorreu com a vacinação (leia mais abaixo), a população esgotou o produto nas prateleiras de algumas farmácias da cidade.
Nessa terça-feira (5) de manhã, a reportagem percorreu cinco estabelecimentos do ramo e apenas um deles ainda continha o item na área de venda. Além do álcool em gel, contudo, o antigripal Tamiflu e máscaras também “sumiram” há pelo menos duas semanas, conforme constatado em algumas redes de farmácia ouvidas pelo JC.
Balconista em uma farmácia situada na Vila Samaritana, Marivani da Cruz Zanino contou que o aumento da procura por produtos e medicamentos indicados para evitar o contágio de vírus e bactérias começou há cerca de 20 dias, quando a mídia passou a noticiar os casos e transmitir o alerta à população.
“Em dois dias, não tinha mais nada nas prateleiras. O problema é que os fornecedores e laboratórios não estão dando conta da demanda. Para se ter uma ideia, por dia, ao menos seis pessoas entram aqui à procura do álcool gel”, enumera Zanino, reiterando a falta de Tamiflu (receitado a pacientes com sintomas da gripe). “Perdi três vendas ontem (na segunda-4)”.
Outra farmácia, localizada na quadra 6 da avenida Getúlio Vagas, está sem álcool em gel e Tamiflu há duas semanas, segundo uma funcionária que pediu para ter a identidade preservada. “Agora há pouco, atendi um cliente à procura dos dois produtos”, contou.
Preço elevado
Gerente de outra farmácia em Bauru, João Carlos Bezerra critica preços altos em razão da crescente demanda de álcool em gel nos últimos dias. “Está difícil encontrar fornecedor. Essa semana, conseguimos achar, mas por um preço bem maior do que o de costume. É a famosa lei da oferta e procura, que já está refletindo no bolso do consumidor”, observa.
Um caso confirmado
Conforme o JC noticiou, Bauru confirmou o primeiro caso de H1N1 no mês passado. A paciente, uma mulher de 49 anos, apresentou os primeiros sintomas em 27 fevereiro e foi tratada em um hospital privado do município. A identidade não foi divulgada.
Em 2015, não houve registros da doença na cidade.
Vacinação
Conforme o JC noticiou na última sexta-feira (1), mesmo com a negativa da Secretaria Municipal de Saúde sobre a ameaça de epidemia de H1N1 em Bauru, começou uma corrida em busca da vacina contra o vírus. Na ocasião, a reportagem visitou quatro grandes laboratórios particulares localizados entre o Centro e a zona sul da cidade. Os estoques seguiam acabando rapidamente e havia listas de espera com centenas de nomes. Para se ter uma ideia, em um único dia, um desses locais havia aplicado cerca de 700 doses.
A campanha pública de imunização deve começar em Bauru apenas em 30 de abril e, segundo o secretário municipal de Saúde, Fernando Monti, acontecerá nas unidades básicas de saúde dos bairros. Primeiramente, a campanha contemplará com a vacina trivalente idosos, crianças, gestantes e profissionais da área de saúde.
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