Tribuna do Leitor

Governador dá 2,5% de aumento ao professor

Álvaro Baptista Pontes
| Tempo de leitura: 1 min

A voz é clara, suave. A pesquisa, não! Pede-me considerar o desempenho do atual governador do Estado de São Paulo. Até que gostaria, mas a pessoa com quem falo não merece o que tenho a dizer.


Em dezembro de 2010, proponho ação contra o Estado referente à Sexta-Parte sobre gratificações para servidores estaduais. A sociedade de advogados, eficiente. Apenas esperar. Em 2013 sou informado que a 1ª Vara da Fazenda Pública julgou ser procedente o processo. Apenas esperar!


No dia 6 de setembro de 1914, o Diário Oficial do Estado, à página 54, publica que o “interessado faz jus ao recálculo da sexta-parte”. Há dezoito meses... Procuro a Fazenda e uma senhora, educadamente, informa-me que nada mais resta ao Estado ressarcir ao interessado. Só... que é preciso esperar... Não há data para tal ressarcimento!


Mas o governador redime-se. Melhor: comove-se! Após denúncias com a merenda em Bebedouro, adesão do Presidente da Assembleia Legislativa e funcionários do Palácio, necessário seria contemplar os esquecidos professores do Estado. Fácil: a inflação de 2014 alcançou 10,5%, então, que tal oferecer um aumento de 2,5% ao professorado? Os medicamentos tiveram alta de 12,5%. Só 10% a mais sobre o aumento do professorado.


Aumento excelente! Não custa fazer as contas: se um professor ganha R$ 2.000,00 por mês, passará a ganhar R$ 2.050,00 a partir de 1 de abril. Caberia à Apeoesp e ao Centro do Professorado Paulista (CPP) de pronto rejeitar este aumento, à espera de um novo governador. Enfim, eu gostaria imensamente que o Governo do Estado não estivesse tão sucateado, tão desacreditado quanto o governo federal. Verdade?

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