Uma paralisação de professores ocorrida ontem durante todo o dia afetou as atividades de, pelo menos, seis escolas estaduais bauruenses. A paralisação ocorreu em apoio a uma mobilização que ocorreu na Capital e que contou com a presença de uma caravana com 54 professores de Bauru.
Durante o dia, vários professores que paralisaram em Bauru protestaram com faixas e cartazes em alguns pontos da cidade.
Eles eram de unidades como a E.E. Mercedes Paz Bueno, E.E. Irmã Arminda Sbrissia, E.E. João Maringoni, E.E. Aryton Busch, E.E. Torquato Minhoto e da E.E. Ada Cariani Avalone.
Segundo o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), a escola Ada Cariani, inclusive, teria fechado as portas por falta de professor.
A Secretaria de Estado da Educação não confirmou a informação e nem divulgou a lista das escolas afetadas. “Caso haja aulas perdidas, todas serão repostas”, diz a secretaria em nota.
Reivindicações
O movimento sindical na Capital ocorreu, segundo a Apeoesp, em virtude da notícia de suspensão da bonificação às escolas que alcançaram o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) na prova do Saresp. E também da proposta de reajuste de 2,5% apresentada pela secretaria, que foi rechaçada pela categoria.
“Queremos valorização, reposição da inflação do período e mesa permanente de negociação. Está faltando material básico nas escolas e a superlotação é uma realidade”, aponta Suzi Silva, diretora regional da Apeoesp. O movimento também pede abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar possíveis desvios de merenda.
Por meio de nota, a Diretoria de Ensino de Bauru (DRE) diz que desconhece bonificação com base no Ideb, e afirma que o bônus para servidores do Estado será pago, conforme consulta pública realizada pela pasta. “Ao todo, 223,8 mil servidores receberão R$ 450 milhões em bônus, ainda em abril”, diz o órgão.
O Estado também nega que haja falta de estrutura e superlotação de salas.
Greve?
Segundo a Apeoesp, em 29 de abril, haverá assembleia na Capital, dia em que nova paralisação pode ocorrer no Interior, inclusive em Bauru. “Se um aumento digno não for proposto, a categoria deve entrar em greve”, afirma Suzi Silva.