Polícia

Pintor é morto com várias facadas

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 3 min

O pintor Luiz Paulo Aparecido Bernardes, de 23 anos, mais conhecido como Didi,  foi morto com vários golpes de faca na madrugada deste sábado (9), na quadra dois da rua Evaldo Henki Neto, no Núcleo Fortunato Rocha Lima. A motivação do crime ainda está sendo investigada pela Polícia Civil. O autor do crime não tinha sido identificado até o fechamento desta edição.

A morte aconteceu a menos de 100 metros da residência onde a vítima morava com sua família. Segundo uma testemunha, que preferiu não se identificar, ele pediu socorro na vizinhança, porém quando o atendimento médico chegou ele já estava morto no quintal da casa 2-42.

Segundo parentes da vítima, atualmente Bernardes estava trabalhando de embalador de abacate na área rural de Bauru. As mesmas pessoas disseram que ficaram sabendo que a agressão foi provocada por causa de uma discussão. O pintor teria encostado na moto do autor do crime. A versão vai ser apurada pela polícia.

Uma testemunha, que mora nas imediações onde a vítima pediu socorro, disse que ele sofreu três golpes de faca no abdômen, mais uma nas costas e uma no pulso. Um dos ferimentos teria alcançado o pulmão e outro, as artérias que levam sangue ao coração. No registro feito pela polícia foram sete facadas, três nas costas, três no peito e uma no punho esquerdo.

Os moradores do local, onde a vítima morreu, não quiseram ser identificados.  Eles contaram que foi um enorme susto, gritaria e que a mãe da vítima, ao ver o filho morto, surtou. “Ela desmaiou e teve que ser socorrida.”

Um casal, que mora na quadra um da rua Evaldo Henki Neto, contou que dormia quando ouviu alguém chutando a porta e pedindo socorro. “Eu mudei para cá há dois dias. Pulei da cama e fui ver o que era. Deparei com um homem ensanguentado. Era muito sangue. Outros vizinhos vieram socorrer. Chamaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e a polícia. A mãe dele que mora nas imediações também veio para cá.”

Bernardes ainda estava vivo quando a mãe dele chegou, afirma a testemunha. “O coração dele ainda batia, mas quando o atendimento médico chegou ele já estava morto. Tivemos que lavar tudo aqui, depois da perícia. O odor do sangue é muito forte. Tinha um armário perto de onde ele caiu que ficou manchado de sangue.”

“Vingança”
A casa onde a vítima morava estava sendo lavada na manhã deste sábado. O velório seria lá na residência e o enterro deve acontecer na manhã deste domingo. Parentes que não quiseram ser identificados contaram que a vítima era uma pessoa alegre e querida por todos que ele conhecia.

Um familiar, no entanto, frisou que quer vingança sim e não apenas a ação da Justiça. “Ele foi morto porque encostou em uma moto. A moto era de ouro? Onde estamos chegando? Quero que seja feita a vingança sim. Outra parente acha que a polícia tem que investigar e a Justiça tem que ser feita.”

De acordo com familiares, Bernardes não tinha filhos e nem mulher. “Ele estava trabalhando e feliz. Morava com a madrasta e outros familiares.”  

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