A verdade e a mentira caminhavam juntas por um determinado local. A mentira, com seu porte elegante, e muito bem vestida, era cumprimentada por todos, que retribuía com um largo sorriso. A verdade perguntou: - por que todos a glorificam e saúdam-na com veemência e alegria? A mentira respondeu: - faça como eu! - Como assim? Seja elegante! Vista-se bem para todos, demonstrando atenção e carinho.
Vá a uma praia, tome um sol e fique bronzeadinha como eu, e pare de andar pela rua toda nua, com essa pele que mais parece uma morta viva! A mentira despediu-se da verdade e afastou-se. Foi aí que a verdade olhou-a pelas costas e percebeu que “a mentira tinha as pernas curtas”. Continuou seu caminho sem lenço ou documentos, mas sempre pensando: - “Serei sempre a verdade, nua e crua!”.