| Samantha Ciuffa |
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| Na tarde dessa quarta (13), no PS Central, havia quem já usasse a máscara para evitar contrair o vírus |
A facilidade da proliferação do vírus H1N1, especialmente em ambientes fechados e pouco ventilados, tem exigido cuidados. Em locais com grande rotatividade de doentes suspeitos e aglomeração, como os prontos-socorros, prontos atendimentos e demais unidades de urgência e emergência, itens como o álcool em gel e máscaras têm indicação obrigatória por alguns infectologistas, justamente por serem locais mais suscetíveis ao vírus.
No entanto, em unidades públicas, conforme o diretor do Departamento de Urgência e Emergência (DUE) da Secretaria Municipal de Saúde, Luiz Antônio Bertozo Sabbag, o álcool em gel não tem sido oferecido a todos os pacientes em espera.
A assessoria de imprensa da prefeitura, por sua vez, diz que pacientes com gripe e que funcionários das unidades têm recebido máscaras. Desse modo, para evitar riscos de contágio, pessoas que frequentam as unidades por outros motivos devem passar a se preocupar em levar de casa uma espécie de “kit saúde”, com máscara e álcool em gel, para evitar possível contato com o vírus.
Eficácia...
Apesar de ter sua eficácia questionada por alguns especialistas, as máscaras ajudam na proteção por algumas horas. “Se tivéssemos condições, daríamos máscara para todos. Com a máscara, a pessoa corre menos risco de contágio, mas o fluxo de pacientes nas unidades de urgência e emergência do município é muito grande e não temos como distribuir”, afirma o diretor do DUE.
A infectologista Maristela Pastore, médica que atua no serviço público e na rede de saúde privada em Bauru, explica que a máscara deve ser utilizada por pacientes com a suspeita do vírus. “É apenas para evitar a disseminação, por meio de uma tosse, de um espirro ou coriza. Se a pessoa não estiver com os sintomas, não adianta muito usar”, aponta a médica. “O melhor mesmo é usar o álcool em gel ou tapar a boca e o nariz com as mãos e lavar em seguida com água e sabão”, acrescenta.
Um estudo do serviço de saúde do Reino Unido, o NHS, aponta que os vírus contidos nas gotículas ao tossir ou espirrar alcançam cerca de um metro e podem ficar vivos por horas, seja no ar ou em superfícies e objetos. Outros estudos indicam que o H1N1 vive minutos, após ser expelido do corpo.
Apesar de não serem infalíveis, os itens e métodos em questão auxiliam na prevenção ao vírus, como uma alternativa à vacina contra a H1N1, que terá campanha pública iniciada em Bauru apenas no dia 30 de abril.
Espera e demanda
O que faz com que os prontos-socorros sejam um dos lugares mais propícios para se pegar a gripe é o fato de ser um local de intensa aglomeração e de rotatividade de pessoas. Para se ter ideia, 800 pacientes, em média, são atendidos todos os dias no Pronto-Socorro Central (PSC) e no Pronto-Atendimento Infantil (PAI) da prefeitura de Bauru. Cada umas das quatro unidades de pronto atendimento (UPAs), seja do Vila Ipiranga, do Núcleo Geisel/Redentor, do Bela Vista ou do Mary Dota, registra até 250 atendimentos diários.
“Em toda a rede do município, atendemos até 1.800 pacientes por dia”, reforça Luiz Sabbag.
A espera pela consulta tem demorado até 3 horas no PSC e 1 hora e meia nas UPAs.Uma das táticas também indicadas para pacientes com ou sem a suspeita de gripe é a espera pelo atendimento em área a céu aberto. “O paciente, tenha ou não o vírus, deve evitar aglomeração”, reforça Maristela Pastore.
Quando devo procurar socorro?
Segundo o diretor Luiz Antônio Sabbag, o Ministério da Saúde recomenda que a procura pelo socorro médico deve ocorrer quando “o paciente com quadro gripal apresenta sintomas exuberantes, como febre muito alta e falta de ar”.
| Aceituno Jr. |
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| Álcool em gel ajuda a evitar proliferação do vírus assim como lavar as mãos com água e sabão, afirma Maristela Pastore |
A infectologista Maristela Pastore diz que a ida ao medico depende de qualquer sintoma mais forte ao longo de um quadro gripal, como a mialgia (dor no corpo), febre alta, coriza, tosse e falta de ar. “Quanto antes o médico entrar com a medicação, menor a chance de o vírus evoluir”, diz Maristela.
‘Pacientes sem gripe devem ir aos postos’
A onda de casos de H1N1 pelo Estado (há apenas um registro oficial em Bauru), segundo Luiz Antônio Sabbag, gerou aumento de 20% do fluxo no PSC nos últimos meses.
Considerando o aumento da demanda de casos suspeitos, a direção do DUE de Bauru recomenda que pacientes sem suspeita de gripe evitem a ida aos Prontos-Socorros e UPAs do município.
“O ideal é procurar o atendimento nas Unidades Básicas (postos de saúde), que têm registrado menos aglomeração”, afirma Sabbag.

