Enfim, o jornal “salta-pocinhas” resolveu enfiar o pé na jaca e assumir a quem vendeu sua alma. E o fez, claro, da forma mais “petista” possível: em vez de um editorial à luz do dia, lançam um manifesto camuflado na Tribuna do leitor, com o pretensioso título “direitos individuais em jogo”. Nele desfilam as cantilenas que cansamos de ver nos blogs financiados pelo PT nas redes sociais, e se fazem de cegos à constelação de evidências dos crimes perpetrados pelo partido. “Sentimentos irresponsavelmente cultivados junto à população por setores da sociedade cujos interesses divergem das necessidades históricas da classe trabalhadora, à qual pertencemos” Uhahahahaha...
Por que não falam de uma vez: “é a mídia golpista que manipula 70% da população idiota”. Ah, sim, e vocês são os imaculados reprodutores do discurso oficial, que vem trazer a verdade à plebe ignara.
A verdade que passa ao largo desses argutos observadores é que o PT usa de todos os meios que lhe disponibiliza a máquina do estado para se perpetuar no poder. As cifras astronômicas auferidas em 14 anos de pilhagem do erário público permitem que se remunere auspiciosamente aqueles que, por suposta habilidade retórica, vem a público esbravejar contra a justiça, a imprensa crítica e todos os que se põe no caminho de suas atividades criminosas, além de usurpar vergonhosamente a palavra “democracia”.
Pela farta guarida que a mídia venal dá a esses tipos, transparece o desespero ante a perspectiva de largar o osso, o fascismo oculto atrás de conceitos enviesados como “classe dominante”, sem falar do humor involuntário, o que, ao menos, nos permite rir à socapa. Como bem salientou o ex-ministro do STF Eros Grau, só o delinquente esbraveja e esperneia dessa forma, às raias da histeria. Quem não tem culpa no cartório, respeita a justiça e se defende no devido processo legal.
Direitos individuais tem sido desrespeitados há 14 anos, nas filas dos hospitais e de emprego, e nos impostos aviltantes que vão parar nos bolsos dos jecas sindicalistas que infestam o partido ora no poder. Sobre esses direitos, nunca vi uma vírgula desses ilustres “jornalistas” que assinam o manifesto.