| Samantha Ciuffa |
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Abril ainda nem chegou na metade e já entra para a história por conta do calor. Os termômetros do Centro de Meteorologia de Bauru (IPMet) registraram 34,3 graus em Bauru, a mais alta temperatura para abril em 16 anos, desde que o órgão iniciou as suas medições. A marca foi registrada no último dia 3. Neste ano, fevereiro já havia superado as estatísticas escaldantes.
Entre 2001 e 2015, o mês de abril mais quente, segundo a temperatura máxima, havia sido em 2007, quando os termômetros alcançaram 34,2 graus. Se for levar em conta a média das temperaturas máximas, o índice também é o maior em 16 anos. Isso porque, até anteontem, a média do mês ficou nos 33,2 graus, marca que chegou perto de ser alcançada somente em 2002, com média de 31,1 graus.
Segundo o meteorologista Thiago Ferreira, do IPMet, o período de estiagem somado à intensa massa de ar quente e seca que atua sobre o Estado, impedindo a entrada de frentes frias, foram determinantes para que a temperatura se elevasse.
Transição
Outro fator apontado por ele é a transição do verão para o outono. “Ainda estamos no início da nova estação e, por isso, as características do verão, como aquecimento forte de temperaturas, podem prevalecer por algum tempo”.
Essa mistura de verão e outono (leia mais na página 19), que já é chamada de “outonão”, deve castigar os bauruenses nos próximos dias. Isso porque, de acordo com o meteorologista Thiago Ferreira, não deve chover até domingo. “A partir da semana que vem, é possível que chegue uma frente fria e traga um pouco de chuva para Bauru e região. Enquanto isso, as temperaturas devem ficar na casa dos 30 graus ou um pouco mais”.
Fevereiro ‘ferveu’
No dia 3 de fevereiro deste ano, foi registrada temperatura recorde para o mês em 16 anos, conforme o JC divulgou. Segundo o IPMet, a marca de 37,4 graus - na ocasião, a mais elevada do ano - foi atingida às 15h45 daquele dia.
O calor tão intenso para meses de fevereiro não era registrado desde 2001, quando o órgão iniciou suas medições. O recorde, até então, era de 36,5 graus, aferido pela instituição em fevereiro de 2014.
Na época, o fenômeno El Niño foi apontado como causa de elevação das temperaturas.
