| Douglas Reis |
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| Quadra 28 da avenida Nações Unidas, um dos trechos; veja mais abaixo |
Erosões, raízes de árvores e encanamentos expostos, além de mato alto. Esta é situação do canteiro central da avenida Nações Unidas, na extensão de 20 quarteirões percorridos a pé pela reportagem nessa quarta-feira (13) de manhã. O trecho esconde verdadeiras armadilhas a pedestres. Para se ter uma ideia, no percurso, equivalente a dois quilômetros, havia 85 buracos.
O levantamento feito pelo JC não compreende os canteiros que dividem as marginais da pista central, pois, na maior parte destes locais, não é possível mensurar as erosões. Alguns dos desbarrancamentos já comprometem as guias de sarjetas e até postes de iluminação pública.
O trajeto pelo canteiro central da Nações foi feito da quadra 33, na altura da Praça da Paz, ao quarteirão 14, próximo ao cruzamento com a avenida Rodrigues Alves. O número de desgastes varia bastante em cada trecho (veja quadro no final). Na quadra 27, por exemplo, há dois buracos, sendo um deles com aproximadamente 3 metros de profundidade.
Já no quarteirão 20, cratera com cerca de 45 metros de extensão gera sérios riscos para quem se arrisca a fazer a travessia a pé. O ponto do taxista Antônio Marques, 66 anos, fica bem próximo ao local. “Eu vejo direto os pedestres se aventurando para passar por ali. Está muito perigoso acontecer algum acidente grave”, observa.
A quadra 17 é a “campeã” de buracos: são 12 em apenas 100 metros. Como se não bastasse o estado crítico do trecho, a reportagem flagrou dois pneus abandonados próximos à sarjeta, sujeitos ao acúmulo de água e, consequentemente, à proliferação do temido mosquito Aedes aegypti.
‘Afundei’
Vendedor de salgados, Gutenberg da Rosa, 28 anos, percorre a avenida Nações Unidas praticamente todos os dias. Entre as andanças, atravessar pelo canteiro central nem sempre é uma tarefa fácil. “É muito difícil. Já afundei a perna em um desses buracos e quase cai. Por sorte, consegui me manter em pé. Se fosse um idoso, poderia até quebrar uma perna”.
Mês que vem?
Secretário de Obras, Sidnei Rodrigues reconhece o problema de erosões tanto no canteiro central da Nações quanto nos que separam as marginais da pista principal. Ele atribui a buraqueira às fortes chuvas de janeiro e destaca que já discutiu o assunto com a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma), para dar início ao processo de revitalização e recuperação do paisagismo da área a partir do mês que vem.
No entanto, Rodrigues critica a passagem de pedestres pelos canteiros. “Foram construídas passarelas e calçadas para evitar que pessoas transitem a pé por esses trechos, pois, de fato, é perigoso”, orienta.
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