Regional

Drone ajuda a detectar focos do Aedes aegypti em Barra Bonita

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

Fotos: Prefeitura de Barra Bonita/Divulgação
Barra Bonita está usando drone da PM para tentar localizar focos do Aedes aegypti em casas abandonadas

A Prefeitura de Barra Bonita (68 quilômetros de Bauru) está recorrendo a um drone da Polícia Militar (PM) para checar denúncias de focos do mosquito Aedes aegypti em imóveis abandonados. A iniciativa, realizada pela primeira vez no mês passado, teve resultados positivos e, de acordo com a administração, pode voltar a ocorrer.

Segundo o Executivo, para que a ação ocorresse dentro da legalidade, foi utilizado um equipamento homologado pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) e com autorização para voar em perímetros urbanos. Todos os imóveis fiscalizados estavam vazios e foram denunciados por vizinhos como prováveis criadouros do Aedes aegypti.

“Na ocasião, foram feitas oito vistorias, em casas onde já se havia tentado contato prévio, mas sem nenhum resultado concreto. Com as imagens, equipe de Controle de Vetores entrou mais uma vez em contato com os proprietários, mas dessa vez com grande êxito. Os locais foram vistoriados e as providências necessárias foram tomadas”, revela.

A parceria entre a Secretaria Municipal de Saúde e Polícia Militar (PM) no combate ao Aedes aegypti recebeu moção de aplauso da Câmara de Barra Bonita. “A Polícia Militar é sempre uma grande parceira nossa! Estamos tomando essas medidas para proteger nossa população”, declarou o prefeito Guilherme Belarmino (PSDB).

“Desde o início, estamos combatendo fortemente o mosquito. Intensificamos as ações este ano, por conta de novas doenças transmitidas pelo Aedes aegypti. Apesar de fazermos o nosso trabalho, precisamos contar com o apoio da nossa população”.

Ações

Além do drone, para vencer a guerra contra o mosquito transmissor da dengue, chikungunya e zika, a prefeitura aderiu à campanha “Todos juntos contra o Aedes aegypti”, subsidiada pelo governo do Estado. Todos os sábados, 17 agentes de saúde, 10 agentes do setor de Controle de Vetores e 7 agentes do Posto de Saúde vistoriam imóveis.

Equipe de saúde também fazem a nebulização dos imóveis com o aparelho costal e usam o Pulsfog Pulverizador, mais conhecido como Fumacê, para espalhar fumaça de inseticida num raio de 500 metros.

O Executivo ressalta, porém, que os efeitos do fumacê são temporários e pontuais e que a melhor forma de acabar com o aedes é eliminando criadouros. “Ele deve ser usado para bloquear possíveis epidemias, mas seu uso não é indicado para a prevenção”, explica o secretário municipal de Saúde, Sérgio Bautzer.

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