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| Ministro da Justiça, Eugênio Aragão |
O ministro da Justiça, Eugênio Aragão, afirmou nessa quinta-feira (14) que o esquema de segurança para os protestos do domingo (17) em Brasília é “apostar no caos” e defendeu que a Esplanada dos Ministérios fosse toda fechada. Aragão disse ainda que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), está “querendo incendiar o país” ao marcar para um domingo a votação do impeachment e ao querer que os manifestantes cheguem até o Congresso. “Permitir que dois grupos se concentrem em proximidade tão grande é apostar no caos”, declarou. Para ele, a situação é de “alto risco”.
O governo do DF instalou uma barreira de chapas de aço no meio da Esplanada para separar os grupos a favor e contra o impeachment. Para Aragão, “o melhor seria fechar a Esplanada” e garantir o direito à manifestação em lugares mais afastados, que não permitissem que os dois grupos chegassem perto um do outro.
“Quem vai ganhar a parada vai se sentir forte querendo humilhar quem perdeu, e quem perdeu a parada vai se sentir humilhado querendo ir pra cima de quem ganhou.”
SERENIDADE
O governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, recebeu as críticas de Aragão e se disse chocado. O governo diz que o esquema de segurança foi apresentado ao ministro e que, naquele momento, ele não apresentou nenhuma objeção. “Em um momento que esperamos serenidade das autoridades, ele vem com radicalismo. Estou surpreso e chocado com as palavras do ministro”, diz Rollemberg.
O governador diz também que membros do PT, ligados ao governo federal, pediam para que os grupos anti-impeachment pudessem acampar na Esplanada. Ele diz ter proibido a ocupação do estacionamento do Teatro Nacional. “E ainda disseram que não iriam sair dali. Não explicitei minha posição naquele momento para não acirrar os ânimos, mas fiquei surpreso.” O caso da ocupação do Teatro Nacional ainda rendeu um desentendimento entre a Força Nacional.
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