| Malavolta Jr. |
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| Felipe entrou com medida judicial para tentar liberação da vaga |
Um aluno do 2.º ano do Ensino Médio alega sofrer perseguição por parte do Estado ao não conseguir vaga na escola em que estudou pelos últimos cinco anos. Felipe Silva, 19 anos, participou da ocupação ocorrida na Escola Estadual Stela Machado, em 2015. A Secretaria de Estado da Educação nega o fato.
O jovem alega que a negativa de vaga não é isolada e ocorreu em todo o Estado como forma de retaliação.
Há algumas semanas, ele ingressou com medida judicial para tentar a liberação da vaga. “Além de mim, mais dois alunos também maiores de idade e que participaram do movimento (desencadeado por causa do projeto de reorganização das escolas) foram chamados pela diretora no primeiro dia de aula. Ela disse que não tinha mais a obrigação legal de me manter ali e que eu deveria procurar o Ceja (Centro de Educação para Jovens e Adultos)”, pontua Felipe.
“Só que eu já estava matriculado. Estava estudando para a reclassificação, porque reprovei no ano passado por falta”, explica o estudante.
Negativa
A Secretaria de Estado da Educação, por sua vez, nega retaliação e diz ter orientado o jovem a frequentar a Educação para Jovens e Adultos (EJA) porque os horários são flexíveis e evitariam nova reprovação do ano letivo por faltas. “Há um trabalho contínuo para que alunos que foram reprovados por mais de uma vez tenham sua distorção idade/série diminuída”, diz nota da Diretoria Regional de Ensino.
A diretoria da Stela Machado, na Vila Pacífico, teria sugerido ao estudante a matrícula na escola estadual Doutor Luiz Zuiani, no Parque Paulistano. “O Estado não nega vaga a ele. Ao contrário, tenta ajudá-lo a concluir os estudos, mesmo com ele não estando mais na idade obrigatória de matrículas (4 a 17 anos)”, finaliza a pasta.
