Tribuna do Leitor

Não vai ter golpe, deputado!

Jesus Francisco Garcia ? Presidente do PT Bauru (eletricitário, trabalhador
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O dado fundamental apresentado ao debate pelo deputado presidente na verdade não é fundamental. É secundário e consequência do verdadeiro ponto fundamental que não foi sequer mencionado por Pedro Tobias: o resultado das urnas é ou não é o que define nossa democracia representativa? Quando 54 milhões de brasileiros e brasileiras compareceram às urnas em 2014, e elegeram Dilma presidenta, não foi gesto simbólico para definir o país em dois lados, a despeito do clima de fim de campeonato paulista, no melhor estilo Corínthians e Palmeiras, para redundar em um assédio constante de uma oposição enfurecida que preferiu ignorar a vontade popular, promover um terceiro turno a despeito das regras e da Constituição e eis que estamos aqui, debatendo o Brasil, como se em final de Copa de Mundo! O resultado das urnas deve ser respeitado? A resposta é sim.

Vamos aos dados, já que a premissa de que parte o presidente estadual tucano é a defesa dos direitos dos trabalhadores: estamos aqui democraticamente defendendo o governo que garantiu ao Brasil sair do Mapa da Fome, da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (OEA); é o governo do Brasil Sem Miséria e o Bolsa Família onde 36 milhões de brasileiros saíram da situação de extrema pobreza; a política econômica mantida pelo governo do PT garantiu a plena expansão do mercado de trabalho no País (e mesmo apresentando recuo nos últimos dois anos,  fruto da crise econômica mundial e não da incapacidade de gestora da presidenta), garantiu aumento no salario mínimo como nunca antes neste país (basta ver gráfico comparativo  com a era tucana a frente do país) e a gestão bateu todos os recordes de geração de empregos, permitindo a 42 milhões de brasileiros ascenderem a nova classe trabalhadora. Só de 2003 a 2014, foram 20 milhões de novos postos de trabalho formais, segundo dados da Rais. O número é 25 vezes maior em comparação ao do governo do ex-presidente FHC (PSDB), quando apenas 800 mil empregos foram criados. O salário mínimo foi responsável pela melhoria da vida da população, com alta de mais de 262 por cento, num crescimento real de 70 por cento, descontado a inflação. Na educação, iniciou-se sob a era PT, uma verdadeira revolução. Com Lula e Dilma, foram criadas 18 universidades públicas e o orçamento do MEC passou de 18 bilhões em 2002 com FHC, para 115,7 bilhões em 2014. Em relação ao PIB, passou de 4,5% em 2004 para 6,4% em 2012.  O número de escolas técnicas passou de 11 com FHC, para 420 unidades com o PT no governo, com mais de 12 milhões de jovens matriculados no Pronatec. Com o Minha Casa Minha Vida, foram mais de 3 milhões de moradias contratadas, sendo quase 2 milhões já entregues. Uma política nunca antes vista na política de infraestrutura urbana deste país: ou seja, invertendo-se a ordem e priorizando os trabalhadores mencionados pelo deputado. Os números poderiam seguir aqui, num debate incansável com apresentação de números, e contra fatos não há argumentos: poderíamos falar da saúde, saneamento básico, pavimentação, aeroportos, economia... Enfim, temos as razões, ao lado de 54 milhões de eleitores e eleitoras brasileiras, que elegeram Dilma presidenta. Respeitamos o Estado Democrático de Direito, o resultado das urnas e gostaríamos de ver no deputado Pedro Tobias a mesma postura “republicana” federal, em face do governo estadual paulista.

Contra o neoliberal Geraldo Alckmin impera: um verdadeiro descontrole das finanças públicas, refletindo a gerência desastrosa do próprio que aplica por anos sucessivos uma Lei Orçamentária irreal. Alckmin, amigo pessoal do deputado, foi o condutor de todo o processo de privatização, como presidente do PED, arrecadando entre 95 a 2000 em valores correntes, 32,9 bilhões, destes, cerca de 23,9 bilhões obtidos pela venda do setor enérgico paulista. Contudo, da soma arrecadada, o balanço mostra que a dívida consolidada de SP no mesmo período, cresceu 34 bilhões em 94 para 138 bilhões dez anos depois, um crescimento real de 33,5 % utilizando-se o indexador IGP-DI. Os escândalos se somam em SP e no resto do País, envolvendo tucanos, e não vejo reação cidadã por parte do deputado Pedro Tobias : Petrobras; saúde mineira (7,6 bilhões); Aecioporto de Claudio (14 milhões); Yessef (4,3 milhões); mensalão tucano; cartel dos metros em SP e DF (425 milhões); privataria tucana( 124 bilhões); emenda da reeleição de FHC; pasta rosa; caso Sivam; CDHU SP; e por último o roubo da merenda das crianças paulistas. Enfim, a prática é o melhor exercício da verdade, dep. Pedro Tobias. Se és a favor do combate a corrupção, comece por nosso Estado. Falar em impeachment de uma presidenta eleita democraticamente pelo povo, contra quem não pesa nenhuma investigação ou denúncia, é tentativa de terceiro turno e desrespeito às urnas. Por isso é que nós, do Partido dos Trabalhadores, recomendamos a todos que conspiram pelo golpe: esqueçam, não vai passar, a democracia vencerá, e se almejam um governo diverso de Dilma, enfrentem as urnas em 2018. E derrotem Lula. No mais, é querer vencer no tapetão.

 

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