Tribuna do Leitor

Pseudointelectuais

José Antonio Milagre - advogado
| Tempo de leitura: 1 min

Gozado. Pseudointelectuais, em todos os segmentos, que abstraem a frustração enrustida e começam a reparar na gramática, nos “modos”, na cor da gravata e nas dedicatórias do deputados, comumente surgem neste momento. Em tom jocoso, achincalham e amesquinham os seus representantes, identificando falhas na oratória, no “excesso de religiosidade”, nas feições físicas, nos cacoetes, na menção à família, nas posturas, na “falta de bons modos” etc. No fundo, são frustrados e hipócritas. Frustrados porque com todos os títulos, mestrados e doutoramentos, jamais chegariam onde os “jacus deputados” chegaram, sequer tendo o voto da própria família em alguns casos. Deve ser uma dor tremenda saber que todo o conhecimento angariado não os legitima a representar ninguém (embora possam objetivar que “não nasceram para isso”).


Hipócritas, porque agem como se tivessem eleito entidades superiores, dos céus, que se alimentam de mel, pão e rosas, de elevadíssima erudição, acima do bem e do mal, e que por forças estranhas não estão no Congresso Nacional. Não, hipócritas, vocês elegeram estes aí! Estes mesmos que hoje tomam a “liberdade” de criticar. Ninguém é melhor de ninguém. Roosevelt já dizia: não os critique, pois faríamos exatamente o que estão fazendo, sob as mesmas circunstâncias. Nesta linha de raciocínio, quem é mais lamentável, o “Jacu deputado” que não sabe falar, eleito, ou o erudito doutor que lá o colocou, incapaz de se viabilizar e ajudar o Brasil?

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