O que podemos esperar, nós leigos? Somos responsáveis indiretos por essa crise que assola nosso país? Oh! Sim, somos! Afinal, quem elege tais espíritos? O dia depois de amanhã, não pode haver comemorações, um governo que chega a um julgamento de impedimento está no mínimo sem apoio das lideranças partidárias.
Se olharmos com olhos feministas, podemos dizer que a vida da presidenta nesses anos foi um calvário, porém, os pecados por ela cometidos a levaram a uma sinuca de bico, como diz um jargão machista. O fato é: o que faremos agora com essa batata ardente em nossas mãos? Ao autorizar esse partido, o general profetizou que chegariam ao poder e que para tirá-los seria preciso muitas lágrimas e sacrifícios do povo. Profecia ou não, o resultado aí está com essa crise que assola a nação.
Vimos ontem os espectros de seres humanos que nós mesmos elegemos, figuras emblemáticas, esperando em qual barco dos aflitos seria mais conveniente pular e sem esquecer as moedas para lançar ao barqueiro para a travessia do além. Pessoas sem a menor capacidade de discernimento, motivadas pelos ganhos após seus votos, se dizerem patriotas, ao alçarem cadáveres da política, trazendo-os para o palco espetacular de um circo de horrores.
O pecado maior desse governo foi o de virar as costas para as instituições, dizendo ao povo que polícia e lei são para o pobre, figuras com o codinome de “ex”, qualquer coisa não poderia ser apontada ou submetida a qualquer situação, ora! Será mesmo que estamos aqui, reles leigos a ver o circo pegar fogo, apenas em um lado da lona. Senhores, nós, os leigos, pagamos diariamente a fatura. Amanhecemos com a alvorada e pegamos nossos embornais e vamos para nossa luta diária, visto a falta de moedas para compra de vinho e pizza, levamos apenas sobras.
Senhores, o dia depois de amanhã, sem sabor de vitória, apenas reflexão, e com figuras mumificadas que, retiradas de seu descanso eterno, a estampar os noticiários do mundo inteiro. Isso é o dia depois de amanhã!