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Motoristas sofrem com as ondulações da av. Rodrigues Alves

Marcus Liborio
| Tempo de leitura: 3 min

Fotos: Douglas Reis
Ondulações no asfalto aparecem em toda extensão entre as quadras 1 e 13 da Rodrigues Alves, nos dois sentidos
O motorista de circular Ivo Pinheiro conta que precisa reduzir  a velocidade para evitar que passageiros se machuquem
O mototaxista Devanir José não poupa críticas: “As ondulações são uma verdadeira cilada. Várias vezes, eu quase caí da moto”

Além do trânsito caótico, motoristas e pedestres enfrentam quase que um rali para trafegar pela avenida Rodrigues Alves, em Bauru. O JC percorreu trecho entre a quadra 1 e 13, nos dois sentidos, e encontrou irregularidades graves no asfalto. As ondulações criam ruas “treme-treme” e transitar pelo local tem sido um grande desafio.

O estado crítico do local, que não é novidade para ninguém, se deve principalmente ao intenso tráfego de coletivos. O mais preocupante é saber que o poder público não irá resolver o problema por enquanto. O prefeito Rodrigo Agostinho declarou que, até o final de seu mandato, não haverá solução para  avenida.

Enquanto isso, quem sofre é a população. Comerciantes no entorno contam que é comum ver carros derrapando por causa do asfalto irregular, cena constatada pela reportagem nessa quarta-feira (20) de manhã. Na tentativa de desviar dos “morros asfálticos”, motoristas trocam de faixas, aumentando o risco de acidentes.

Vulneráveis, os motociclistas precisam redobrar os cuidados. “As ondulações são uma verdadeira cilada. Vibra muito quando a gente passa e chega a desequilibrar. Várias vezes, eu quase caí da moto. Sem contar os prejuízos com conserto, porque danifica as peças”, critica o mototaxista Devair José da Silva, 39 anos.

Ivo Pinheiro é motorista de coletivo e também reclama da situação. “Dificulta o nosso trabalho. Tem horas que é preciso reduzir bastante a velocidade para evitar que os passageiros em pé esbarrem nos bancos ou lataria e se machuquem”, observa.

Até pedestres

O desafio é também encarado também por pedestres ao atravessar de um lado para o outro da avenida ou durante caminhada pelas calçadas, uma vez que boa parte do passeio público apresenta irregularidades e buracos. “Já vi gente cair. Eu tenho medo de ‘pisar em falso’ e me machucar”, revela a aposentada Ivone Neves, 63 anos, com o neto Vinicius, de 4 anos, no colo.

‘Vai continuar do jeito que está’

Questionado sobre soluções para acabar com as irregularidades no asfalto da Rodrigues Alves, o prefeito Rodrigo Agostinho foi categórico ao dizer que nada será feito até o final de seu mandato (31 de dezembro deste ano). “A avenida vai continuar do jeito que está”, disse. 

Segundo o prefeito, a única alternativa para sanar o problema seria colocar em prática projeto de mobilidade urbana para transformar o trajeto da avenida Pedro de Toledo até o atual Terminal Rodoviário, incluindo a extensão da Rodrigues Alves, no Centro, e da Nações Unidas que interliga o trecho, em um novo corredor do transporte coletivo em vias duplicadas.

O projeto orçado em quase R$ 13 milhões integra o PAC Mobilidade Urbana, cuja verba é obtida através de financiamento subsidiado com juros de 0,5%. “Na época (em 2013), o Ministério das Cidades aprovou a iniciativa, mas a Câmara Municipal não, com a justificativa de que iria gerar muita dívida ao município”, explica Rodrigo.

“A prefeitura acabou optando por outra medida, que foi o recorte de algumas ondulações maiores. Irei entregar o projeto ao próximo prefeito, para que ele dê continuidade”, finaliza.

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