Esportes

Amantes de bike pedalam na 4.ª edição do Corujão

Thiago Navarro
| Tempo de leitura: 2 min

Divulgação
Ao lado da esposa Beatriz Alcântara na imagem, Ítalo diz querer consolidar o Corujão como um dos principais eventos de pedalada noturna do País

Os amantes do ciclismo de Bauru e região, e até de outros estados, participaram nessa quinta-feira (21) da 4.ª edição do Corujão Bike, promovido pelo grupo bauruense Corujão Bike Brothers. O evento já está se tornando tradição anual. Ele contou com 673 participantes, de acordo com a organização, que salienta ser um dos maiores eventos de pedalada noturna do Brasil, atualmente.

A concentração dos atletas – alguns atuam profissionalmente, mas a maioria por hobby – foi no final da noite de anteontem, no Alameda Quality Center (quilômetro 335 da Rodovia Marechal Rondon, em Bauru). De lá, a partir do primeiro minuto de ontem, eles percorreram distâncias que variaram entre 35 e 100 quilômetros, sob a lua crescente – quase cheia. Foram quatro percursos, com graus diferentes de dificuldade, propondo um desafio pessoal a cada participante, uma vez que não se trata de uma competição, mas de um evento com o objetivo de promover a interação dos amantes das bikes.

O percurso de 35 km foi até o Horto Aimorés (divisa de Bauru com Pederneiras) e o de 55 km também foi ao mesmo local, porém deu uma volta maior. Um terceiro grupo percorreu 70 km, até Santelmo (Distrito de Pederneiras), e outro fez o trajeto mais longo, totalizando 100 quilômetros, até a cidade de Arealva. As distâncias consideram ida e volta – o ponto de encontro no retorno também foi no Alameda.

De acordo com Ítalo Teixeira, um dos organizadores ao lado de Luiz Fernando Pascon, praticamente todas as cidades da região de Bauru, em um raio de até 70 km, estiveram representadas. Ele conta que os primeiros participantes começaram a retornar ao Alameda por volta das 4h30 e, que até 8h, alguns ciclistas ainda voltavam. “O Corujão é uma vez por ano. Sempre era no feriado do Dia do Trabalho, 1 de Maio, mas pegávamos temperaturas baixas nas trilhas. Neste ano, resolvemos antecipar um pouco, para o feriado de Tiradentes, e foi muito positivo, com uma temperatura bem mais agradável. A maioria aprovou”, afirma. “Não é uma competição, mas uma interação entre o pessoal que gosta de bicicleta. É um desafio particular para cada um, que faz o percurso conforme seu preparo. A noite estava espetacular”, destaca Ítalo, que ressaltou a beleza da lua.

Teixeira diz que, ao final do Corujão, os participantes já começam a planejar a edição do ano que vem. “A tendência é manter essa data, no feriado de 21 de abril, foi uma mudança positiva. No primeiro ano, éramos pouco mais de 200 ciclistas. Foi aumentando e já estamos quase em 800. No ano que vem, podemos chegar perto de mil. Várias empresas colaboraram conosco de alguma forma, para custear a estrutura”, conclui.

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