Reconhecido como mártir e herói nacional, Joaquim José da Silva Xavier pode não ter passado simplesmente de mais um bode expiatório, tal como tantos outros em nossa história. Sem ao menos notar, o patrono cívico do Brasil morreu, acobertando a elite de Minas Gerais, quais eram os verdadeiros líderes da Inconfidência Mineira (1789). Estes são os que, em primeira instância, deveriam ter sido enforcados e não o foram. Possivelmente, a Coroa Portuguesa sabia que tal ato engendraria uma guerra civil, atrasando a pilhagem de nossas riquezas e despendendo ainda mais recursos e tropas, o que não era viável a Portugal naquele momento.
A revolta foi fomentada pelo imposto colonial, isto é, a retenção de 20% do ouro em pó, o que desagradou a elite brasileira que, nessa altura, já começava a criar raiz e reclamar para si “um maior pedaço do bolo” frente aos espoliadores europeus.
Por isso fomentou ao povo que pegasse em armas, lutasse e morresse em uma guerra político-ideológica sem sentido (ao menos para estes últimos). Interessante notar que nos nossos dias constatamos a história mais uma vez se repetir. Dado que, como foi no governo Fernando Collor de Mello (1990-1992), vemos o governo de Dilma Vana Rousseff sendo desbaratado pelo processo iniciado de impeachment, vemos novamente que o povo não consegue ver que está sendo usado e que, novamente, a mesma elite da época de Tiradentes, atrás das sombras, dissimula, esboça e executa o todo do processo.
E antes que receba retaliação pelo exposto supracitado, talvez seja válido que se registre que não sou da esquerda nem tampouco da direita, sou apartidário.