| Samantha Ciuffa |
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| Interdição na quadra 12 da Nuno causa prejuízo ao trânsito e não tem data para terminar |
Essencial para a despoluição do trecho urbano do Rio Bauru, a obra dos interceptores de esgoto na Nuno de Assis está com a pavimentação parada e sem prazo para conclusão. Isso porque a Stemag Engenharia e Construções pediu mais dinheiro ao DAE - cerca de R$ 180 mil - para finalizar todo o serviço. Com isso, os moradores convivem com o transtorno causado pela interdição na quadra 12 e também pela má qualidade do asfalto provisório em outros trechos já liberados.
A empresa pede dois aditivos à autarquia. O primeiro, de R$ 40 mil, seria para liberação da quadra, conforme explica o engenheiro coordenador da obra, Monizi Junior. “Trata-se de um aditivo de quantidade de serviço referente à pavimentação tapa-vala, ou seja, quando é colocado asfalto só no local em que foi aberto o buraco para instalações de interceptores. Acontece que o limite estipulado no contrato era de 338,22 metros cúbicos, que já foi atingido”, explica.
Sendo assim, para concluir essa etapa na quadra 12 da Nuno, sentido Centro-Bairro, a empresa necessita de valor extra. “Aproximadamente R$ 40 mil, cuja liberação da verba está sob análise do DAE. Sem esse dinheiro, não tem como concluir o trecho e a interdição continua”, frisa Junior.
Pavimentação final
O contrato, firmado em julho de 2014, determina ainda que os dois sentidos da Nuno de Assis recebam asfalto novo assim que todos os interceptores forem instalados. Hoje, os trechos estão com esse asfalto provisório.
Acontece que, segundo a Stemag, o custo dos itens necessários para a pavimentação final disparou durante a obra. Por esse motivo, a empresa pede a utilização dos preços da tabela Sinap e não mais de julho de 2014.
A medida, ainda não autorizada pelo DAE, majora em 22% as despesas com recape, projetadas inicialmente em R$ 635.055,69. O valor a mais pedido pela empreiteira, então, é de quase R$ 140 mil. “Toda vez que sobe o petróleo, o mercado reajusta o preço e temos que entrar com pedido de realinhamento do valor inicial”, justifica Junior.
90% concluída
Ao todo, serão instalados 11 mil metros de interceptores nos dois sentidos da Nuno de Assis, no trecho que compreende a Nações Unidas até a altura do pátio ferroviário (Viaduto Falcão-Bela Vista). De acordo com Junior, a empresa já executou 90% da obra. “Estamos fazendo a travessia no Córrego da Grama e a interligação da rede de esgoto existente com o novo coletor”, detalha.
Atraso
As obras de interceptores, porém, sofrem de grande atraso. A expectativa era de que todo o serviço, incluindo o recapeamento da Nuno, fosse concluído em oito meses, chegando ao fim de abril do ano passado.
Monizi Junior justifica a demora apontando as fortes chuvas que atingiram Bauru ao longo do período da obra. “Foram várias influências. Além das chuvas, que danificaram parte dos trabalhos, tivemos problemas ambientais no Córrego Água Cumprida”, disse.
Menos de um mês
Como os trabalhos duraram mais de 12 meses, a Stemag chegou a pedir reajuste no valor do contrato, como prevê a Lei de Licitações. O DAE, no entanto, indeferiu a solicitação, pois entende que a responsabilidade pelos atrasos foi da empresa.
De acordo com assessoria de imprensa da autarquia, desde o início dos trabalhos, em julho de 2014, a Stemag solicitou cinco aditivos de tempo no prazo de execução da obra. O engenheiro alegou que a empreiteira fez nova solicitação de adiamento para mais 60 dias.
O DAE, entretanto, diz que a Stemag tem menos de um mês para entregar a obra com a pavimentação, uma vez que o prazo final vence no próximo dia 22 de maio. A partir desta data, a empresa estará sujeita a multa de atraso.
A autarquia confirmou ainda que realmente existem os dois pedidos de aditivo para finalizar a pavimentação e que ambos estão em análise. Em relação aos valores citados pelo engenheiro à reportagem, o DAE não pôde confirmar a informação em razão do adiantado da hora.
Enquanto isso...
| Douglas Reis |
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| R$ 180 mil: este é o valor total dos dois aditivos pedidos pela Stemag para finalizar a pavimentação |
O JC recebe reclamações constantes dos bauruenses sobre os problemas decorrentes das obras na Nuno de Assis. A baixa qualidade do asfalto provisório, com vários desníveis, inclusive, já foi tema de diversas reportagens no ano passado.
As interdições também causam transtornos. Corretor de imóveis, Nelson Saes, 78 anos, mora a menos de 200 metros do trecho atualmente interditado na Nuno de Assis. Ele destaca que a obra na quadra 12 da avenida está parada há meses. “É um transtorno muito grande para os moradores e motoristas”, critica.
O desvio conduz o trânsito para a alameda Vista Alegre, em trecho de declive. “Caminhão carregado quase não consegue subir. Já vi veículo voltando para trás. Qualquer hora vai invadir uma casa ou atropelar alguém”.
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