Bairros

4 escolas são alvo de furto e depredação em Bauru

Marcele Tonelli
| Tempo de leitura: 3 min

Aceituno Jr.
Furtado na semana passada, o Lar Escola Santa Luzia para Cegos foi novamente invadido neste ‘feriadão’ e suspendeu as aulas nessa segunda (25)

Para muitos, feriado prolongado é sinônimo de descanso. Contudo, para outros, como os gestores de algumas escolas na cidade, tem se tornado motivo de preocupação. Neste “feriadão” de Tiradentes, quatro instituições de ensino, sendo duas escolas estaduais, uma Emei e um lar escola para cegos foram alvos de furto e depredação em Bauru.

Na Escola Municipal de Ensino Municipal (Emei) Aracy Pelegrina Brazoloto, localizada na Vila Dutra, que atende dezenas de crianças entre 2 e 5 anos, a audácia dos criminosos foi tanta que até uma geladeira foi levada, além de talheres, panelas e alimentos que fariam parte da merenda dos alunos. O local possuía alarme, mas teve o sistema de telefonia danificado pelos invasores. A unidade teve que suspender as aulas nessa segunda-feira (25).

Na Escola Estadual Stela Machado, na Vila Pacífico, as aulas também foram suspensas, mas somente no período da manhã. Lá, houve a invasão e depredação do prédio. Os extintores de incêndio foram danificados e algumas paredes pichadas.

Já a Escola Estadual Professora Maria Eunice Borges de Miranda, no Parque Jaraguá, teve o vidro do refeitório quebrado e os invasores fugiram levando parte da fiação elétrica do local.

FURTADA 8 VEZES

O Lar Escola Santa Luzia para Cegos, por sua vez, que atende 70 pessoas entre 18 e 94 anos, algumas em situação de vulnerabilidade, teve os portões e portas arrombados. A sorte foi que os funcionários da unidade, que já foi furtada oito vezes, prevendo um possível crime, guardaram todos os alimentos e eletrodomésticos que estavam na cozinha dentro de uma sala no interior do imóvel fechado com barras de ferro.

Os invasores também danificaram parte da fiação elétrica do local, que foi cortada para a desativação do alarme.

A entidade começou a funcionar em Bauru em 1979 e desde 2002 tem registrado problemas. Na semana passada, inclusive, o JC noticiou uma das ocorrências. “Naquele dia, levaram alimentos, botijão de gás, eletrodomésticos... tivemos mais de R$ 600,00 de prejuízo”, conta a presidente da entidade, Nilce Regina Capasso Canavesi. “Nem sei como conseguiremos dinheiro para consertar esse outro estrago. Fica uma sensação de impunidade. Desanima, dá vontade de fechar as portas”, lamenta Nilce.

A Emei da Vila Dutra também já foi vítima de furto outras vezes. “Faz um tempo, mas aconteceu. Outras unidades sofrem até mais. Geralmente, a invasão ocorre durante os feriados prolongados”, lamenta Sônia Arão, diretora do Departamento de Educação Infantil da Secretaria Municipal de Educação.

Por meio de nota, a Secretaria de Estado da Educação apenas confirmou os fatos e informou que as aulas perdidas serão repostas.

Ação e reação

As invasões na escola Stela Machado e no Lar Escola Santa Luzia para Cegos foram registradas na Polícia Civil como depredação. Os outros dois casos, na escola estadual Maria Eunice Borges de Miranda e na Aracy Pelegrina Brazoloto, foram registrados como furtos.

“Trabalharemos para chegar aos autores e para reunir provas contra essas pessoas”, ressalta Luiz Roberto Bertozzo, delegado seccional de Bauru. “O problema é que são crimes de menor potencial ofensivo. Se for adulta, a pessoa poderá pagar fiança e responder pelo crime solta. Se for adolescente, será entregue aos pais”, frisa.

Questionada, a Polícia Militar informou que manteve seu patrulhamento de rotina nos bairros citados e que não foi acionada por nenhum denunciante. “A escola do muro para dentro é de responsabilidade do gestor ou particular. A cidade é grande, não temos como estar em todos os lugares ao mesmo tempo, até porque o policial que patrulha é o mesmo que atende as prioridades”, comenta o comandante do 4.º Batalhão de Polícia Militar do Interior, tenente-coronel Flávio Jun Kitazume.

“Mas os casos serão repassados aos comandantes das áreas. Trabalharemos para ajudar na identificação dos autores”, finaliza o comandante.

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