| Samantha Ciuffa |
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| Ana Júlia Dias Espírito Santo, irmã da vítima: “Ela era minha mãezinha, porque sempre cuidou de mim” |
| Arquivo Pessoal |
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| Amanda Dias Espírito Santo, 20 anos, estava no penúltimo ano de engenharia civil e voltava da faculdade para a casa no momento do acidente |
Com o olhar repleto de tristeza, a estudante Ana Júlia Dias Espírito Santo, 16 anos, mal conseguia acreditar que sua irmã mais velha, Amanda Dias Espírito Santo, 20, havia partido de forma tão brutal. “O que me resta é realizar o sonho dela, que era concluir o curso de engenharia civil”, acrescenta. A jovem se envolveu em um acidente de trânsito na noite da última terça-feira (26), na rodovia Marechal Rondon (SP-300), em Bauru, enquanto voltava da faculdade para casa.
Conforme o JC noticiou na terça, Amanda estava na garupa da motocicleta de seu namorado, João Victor Sabino, 20 anos, que era uma Honda/CG 150 Sport, com placa de Bauru. Segundo boletim de ocorrência (BO), ambos voltavam da faculdade para casa e, por volta das 21h, houve uma colisão contra um caminhão, no quilômetro 336 mais 400 metros da via. As causas do acidente ainda serão investigadas, mas o que se sabe é que chovia no momento em que ele ocorreu.
Na ocasião, o motociclista informou aos policiais que o caminhão bateu contra a moto. Ainda segundo o BO, o motorista do caminhão teria parado perto do local da colisão, mas logo o deixou, rumo à rodovia João Baptista Cabral Rennó (SP-225). Já o condutor da motocicleta sofreu lesões leves, foi encaminhado para atendimento médico pela própria família e, em seguida, liberado. De acordo com os amigos de Amanda, ele também cursa engenharia civil na mesma universidade que ela.
A recuperadora de crédito Maria Fernanda Moço de Oliveira, 21 anos, que era amiga de infância da jovem, relata que Amanda era uma pessoa doce e estava prestes a concluir a graduação. “Ela estava até organizando a formatura, já que cursava o penúltimo ano”, conta. Fernanda relata, ainda, que a moça trabalhava como auxiliar de escritório em Bauru, mas planejava tentar a vida na Capital do Estado assim que terminasse o curso.
E agora?
A Polícia Civil instaurou inquérito e tentará chegar até o motorista do caminhão. “Temos informações que poderão nos levar ao motorista do veículo. Além disso, vamos ouvir o condutor da motocicleta, que deverá esclarecer a forma pela qual o acidente ocorreu”, narra o delegado Eduardo Sganzela.
O caso, a princípio, foi registrado como homicídio culposo, ou seja, quando não há intenção de matar. Se for comprovado que houve, de fato, responsabilidade por parte do motorista do caminhão, a pena para o crime varia de 4 a 12 anos de reclusão. Todavia, como ele fugiu do local do acidente, a sanção pode ser ampliada de um terço à metade.
Trecho da rodovia é alvo de reclamações
O trecho da via em que Amanda perdeu a vida, ou seja, perto do Trevo da Eny, é alvo de reclamações por parte de motoristas. Entre outras queixas, a funcionária pública Barbara Belai, 29 anos, denuncia que o trânsito fica quase “parado” lá quase diariamente, principalmente, entre 18h45 e 19h20. “O fluxo se intensifica por conta da universidade, que fica ali perto”, diz.
Questionado sobre o assunto, o tenente Gabriel Eleuterio Garcia, que é comandante da 1.ª Companhia de Policiamento Rodoviário de Bauru, assume que o trecho abriga grande fluxo de veículos e reforça que a corporação realiza operações diárias no local, justamente para evitar acidentes.
Além disso, o trecho em que Amanda perdeu a vida - cujo limite é 80 quilômetros por hora - não possui radar fixo, fato que facilita o desrespeito em relação à velocidade. “Utilizamos radares móveis durante o dia e fazemos campanhas educativas regularmente. Nós também fiscalizamos os ônibus de estudantes, mas não podemos estar em todos os lugares a todo o momento”, finaliza.

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