Está semana vimos uma avalanche de críticas contra a esposa do vice-presidente da República, dona Marcela Temer, tudo isso movido por uma reportagem de uma famosa revista que tinha como título: “Bela, recatada e ‘do lar’”. Essa reportagem era um perfil e tinha o objetivo comum de qualquer perfil que é mostrar como a pessoa vive e se comporta. Até aí tudo bem, porém, alguns grupos que defendem os direitos femininos se sentiram ofendidos pelo fato de a vice-primeira-dama se comportar desta forma e começaram a lançar uma série de “memes” (imagens da internet) repudiando o comportamento de Marcela, alegando que uma mulher não pode se comportar desta forma.
Pois bem, de fato as mulheres ficaram atreladas apenas ao ambiente doméstico durante anos. Porém, no século XIX começou uma mudança nisso com o governo imperial reconhecendo uma necessidade da educação feminina. Já no século XX, quando a indústria começou a se ampliar no Brasil, as mulheres começaram a entrar no mercado de trabalho como operárias. Em 1934, o voto feminino foi legalizado dentro do governo Getúlio Vargas, mas foi durante a ditadura que o feminismo começou a ganhar grande força no Brasil e as mulheres passaram a se encontrar para debater o verdadeiro sentido de sua existência em nossa sociedade, a discussão do comportamento de homem e mulher passou a ser amplamente defendido pela esquerda (e conseguimos analisar isso nos discursos esquerdistas até os dias de hoje).
Hoje em dia vemos as mulheres em pleno crescimento profissional, cada vez mais conquistando espaço no mundo, que antes era habitado apenas por homens. Apesar disso, é normal vermos ainda mulheres como Marcela Temer. A pergunta em questão é: será que esse estilo de vida é errado?
Ora, errado é a nossa sociedade dizer que uma mulher nasce com a função social de cuidar dos filhos e do marido e que não pode realizar nenhum outro tipo de atividade, porém, nem todas as mulheres do século XXI estão interessadas em independência financeira, e pode ser uma questão cultural. Famílias mais tradicionais têm um pensamento diferente das famílias mais liberais, e muitas vezes não é represália e sim apenas uma visão de mundo diferente e que deve ser respeitado.
Pergunta: em um país com 200 milhões de habitantes podemos dizer que existe uma forma correta que todos devem seguir? Não podemos enxergar as mulheres recatadas como único padrão, mas também não podemos enxergar as mulheres liberais como único padrão. Não existe um padrão que todas devem seguir, e para os homens também vale isso, não se pode ter um padrão certo.
Marcela Temer representa aquelas que pensam como ela e as líderes feministas representam as suas. Simples assim. Antes, os tradicionais queriam impor aos radicais; hoje, os radicais querem impor aos tradicionais e enquanto continuarmos assim nossa sociedade continuará da mesma forma que é. Aqui não se tem certo e errado, estamos neste mundo para buscar a felicidade, cabe a cada um de nós ser feliz da melhor forma, desde que respeitando nosso semelhantes. Conviver em sociedade é muito simples, o problema é que as pessoas continuam complicando!