Bairros

Campanha de vacinação contra a gripe começa com 40% das doses

Cinthia Milanez
| Tempo de leitura: 4 min

Hoje é o dia de mobilização contra a gripe, incluindo o vírus H1N1, em todo o Brasil. Todavia, a iniciativa, mais conhecida como “Dia D”, começa com 40% das doses da vacina em Bauru, o que equivale a 32 mil. O objetivo final é atingir 80% do público-alvo, ou seja, 80 mil bauruenses. Por isso, a Secretaria Municipal de Saúde garante que novos lotes chegarão e não faltará vacina até o final da campanha, no dia 20 de maio.

Titular da pasta, Fernando Monti considera que a remessa recebida do Ministério da Saúde é significativa e não há motivo para pânico, uma vez que a campanha terá duração de quase um mês. “Não chegaram todas as doses de uma só vez em função do sistema produtivo da vacina, fato que ocorre todo ano. O ‘Dia D’ é só um pontapé inicial. Estou encerrando a semana com a tranquilidade de que não vai faltar vacina, já que esperamos que chegue mais nas próximas semanas”.

Porém, mesmo o secretário alegando que tudo está “como ocorre todo ano”, o JC apurou que a Universidade de São Paulo (USP), que possui cursos da área da saúde em Bauru, não aplicará a vacina em seus alunos e funcionários durante a primeira semana da campanha, como fazia antes. Gianne Morais, enfermeira responsável pela Unidade Básica de Assistência à Saúde (UBAS) do câmpus, diz que recebeu um comunicado da Secretaria de Saúde pedindo para que a instituição esperasse até a semana seguinte.

O motivo, segundo ela, é o fato de que a pasta espera um volume muito grande de pessoas em busca da imunização, dada a manifestação agressiva da doença de uns tempos para cá. “Para não faltar nos postos de saúde, pediram para que esperássemos”, acrescenta. Já o secretário de Saúde nega que haja qualquer situação anormal e afirma, ainda, que não assinou nenhum comunicado dizendo que não haveria vacina.

Neste sábado
Hoje, Bauru terá o “Dia D” contra a gripe e imunizará as pessoas que se encaixam no público-alvo da campanha em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS), das 8h às 17h. Embora a iniciativa comece no sábado, a coordenação da campanha recomenda que os idosos e aquelas pessoas que tenham algum desconforto para procurar as salas de vacina a partir de segunda-feira, já que o sábado será concorrido.

Além das UBS, o Hospital Estadual de Bauru (HEB) também vai aderir à campanha a partir de hoje, conforme informa a assessoria de imprensa da Famesp, que administra a unidade de saúde. A expectativa é de que o posto de vacinação atenda 150 pessoas no primeiro dia. Neste sábado, o atendimento ocorrerá das 8h às 13h.

No HEB, a campanha se estenderá até o dia 20 de maio e o horário de atendimento será das 8h às 11h30 e das 13h às 15h30. Todavia, entre os dias 3 e 4 de maio, o expediente do posto terá início mais cedo, às 7h, mantendo os demais horários. Para receber imunização, é preciso estar com a carteira de vacinação e, no caso dos doentes crônicos, eles têm de apresentar receita médica que justifique a necessidade da vacina.


Meta da ação: 9,5 milhões de paulistas

No Estado de São Paulo, a Campanha Nacional de Vacinação deverá atingir 9,5 milhões de pessoas. O número corresponde à meta de 80% dos 11,9 milhões de paulistas, que formam o público-alvo da iniciativa. Além disso, mesmo com a antecipação do início da campanha, muitas pessoas que fazem parte do grupo prioritário e, em tese, já poderiam ser imunizadas deverão esperar mais um pouco para receber a dose da vacina.

Conforme o JC divulgou há três dias, por orientação da Secretaria Estadual da Saúde, alguns municípios irão dividir a campanha em três etapas, priorizando, a princípio, crianças, gestantes, puérperas, indígenas e trabalhadores da saúde. O motivo é a quantidade insuficiente de doses da vacina. Em Bauru, porém, não haverá essa divisão, conforme garante o secretário Fernando Monti.


Mortes suspeitas

Conforme o JC noticiou no último dia 19, Bauru possuía quatro mortes por suspeita de H1N1. No dia 27, contudo, uma mulher de 32 anos morreu, no HEB, após sofrer Síndrome do Desconforto Respiratório Agudo, decorrente de uma pneumonia recente. A causa da morte é comum em pacientes com H1N1, mas a unidade de saúde aguarda exames.

Como todos os casos citados são suspeitos, a Secretaria Municipal de Saúde não fornece detalhes. Até o momento, a cidade teve apenas um registro, sem morte, confirmado de H1N1 neste ano: uma mulher de 49 anos, que foi tratada em um hospital privado e está bem.

 

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