| Alex Mita |
| Luiz Bertozzo: “Registramos, em média, 3 mil ocorrências ao mês” |
Há três anos, especificamente no dia 26 de abril de 2013, Bauru recebia a Central de Polícia Judiciária (CPJ). Citada quase que diariamente nas páginas policiais do JC desde então, a instituição representa a junção de todas as delegacias da cidade e, segundo o delegado seccional Luiz Roberto Saúd Bertozzo, trouxe agilidade ao atendimento ao público e à Polícia Militar (PM).
O prédio é alugado, mas seu dono teve de adequar cerca de 3 mil metros quadrados de área construída para que recebesse o 1.º, 2.º, 3.º e 4.º Distritos Policiais (DPs), além da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), da Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise), da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), da Delegacia da Infância e Juventude (Diju), da Delegacia do Meio Ambiente, do Núcleo Especial Criminal (Necrim) e de dois plantões policiais.
Lá, trabalham aproximadamente 140 policiais civis, entre delegados, escrivães, investigadores, agentes e carcereiros. No Departamento de Polícia Judiciária do Interior 4 (Deinter-4), que abriga sete delegacias seccionais, a CPJ bauruense foi a primeira a ser implantada, seguida de Lins, Ourinhos, Assis, Jaú, Marília e Tupã. “Bauru tem a tendência de ser protagonista, dada a qualidade do policial civil daqui”, exalta Bertozzo.
Entre as adequações ao longo de três anos, o delegado seccional destaca a criação de um segundo plantão policial, que se deu no ano passado. “O fluxo de pessoas era grande e o tempo de espera, indesejado. Criamos o plantão para atender só a população e aquele que já existia ficou para dar atenção à PM. Com isso, tivemos uma melhora sensível no atendimento ao público”, argumenta.
Investigações
Outra mudança dentro da CPJ diz respeito à sistemática de investigações, que foi alterada desde o ano passado. “Agora, os investigadores passaram a ter a referência de um delegado específico, ou seja, foram criadas equipes de investigação”, acrescenta.
O seccional frisa que o segundo plantão policial também atende os advogados. Estes ganharam, em outubro passado, sala climatizada, mobiliada e com um computador que dá acesso à Internet, que era uma reivindicação antiga da categoria. “Registramos, em média, 3 mil ocorrências por mês, o que nem os distritos com maior número de casos da Capital o fazem. Logo, acredito que temos o maior número de registros policiais do Estado”, diz.
Por outro lado, Bertozzo reconhece que o maior desafio da CPJ é driblar a falta de efetivo, mas reforça que há concursos para investigadores e escrivães em andamento. “O trabalho é grande, as circunstâncias não são as melhores e a nossa maior preocupação continua sendo prestar um atendimento de qualidade à população e fazer com que as investigações, de fato, ocorram”, finaliza.
![]() |
