| Aceituno Jr. |
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| Wevelyn Nicoleto, 31 anos, sofreu dois cortes na cabeça e afirma que ainda está com dores |
Uma dona de casa de 31 anos foi atingida pelo fio de um poste enquanto caminhava junto ao marido e filho de seis meses. O fato se deu por volta das 12h do último sábado (30), entre as ruas Alziro Zarur e Octacílio Andrade Tourinho, no Núcleo Residencial Presidente Geisel, em Bauru. Wevelyn Nicoleto sofreu dois cortes na cabeça e pretende processar a CPFL Paulista, já que, segundo ela, funcionários da companhia faziam a manutenção da rede elétrica no momento do incidente.
Wevelyn narra que saiu de casa, a três quadras do local, para almoçar na residência do sogro, que também fica perto. Diante disso, ela e o marido decidiram ir a pé. “Colocamos nosso bebê no carrinho e saímos”, detalha. Quando os três chegaram ao cruzamento, passaram a caminhar pela rua, porque a calçada teve o trânsito impedido pelos funcionários da CPFL, que mexiam na rede elétrica do local.
Na frente, ia o marido empurrado o carrinho do filho de Wevelyn, que seguia logo atrás. “O fio pegou no carrinho do bebê e, por pouco, não o machucou. Meu esposo, então, reprimiu o funcionário da CPFL, que jogou o equipamento sem ver se alguém passava. Só depois que percebeu que o cabo atingiu minha cabeça. Não senti o corte, mas vi que quando jorrava o sangue”, relata a vítima.
Ela narra, ainda, que os funcionários demoraram para socorrê-la e quem, de fato, o fez foi seu sogro, que a levou até o Pronto-Atendimento de um hospital privado. Lá, ela recebeu pontos internos na cabeça e, até agora, sente dor. “Poderia ter sido com meu filho ou outra criança, já que o local estava movimentado. Na ocasião, as pessoas caminhavam rumo ao posto do bairro para receberem a vacina contra a gripe”, argumenta.
Na polícia
No dia seguinte, a vítima procurou a polícia, que registrou o caso como lesão corporal culposa, ou seja, quando não há intenção de machucar. O delegado plantonista solicitou que fosse feito exame junto ao Instituto Médico Legal (IML) e Wevelyn foi até o local nessa segunda-feira (2). “O funcionário que jogou o fio sequer desceu da escada para me ajudar e pretendo ir atrás dos meus direitos”, reforça.
Apurando
Em nota, a CPFL Paulista informa que está apurando internamente o caso e, se for comprovado o envolvimento da empresa no ocorrido, a vítima receberá toda a assistência.
