| Divulgação |
![]() |
| Rodrigo Agostinho, Giasone Candia e Sidnei Rodrigues, na reunião que definiu pelo início dos reparos |
A quadra 12 da Nuno de Assis finalmente receberá o asfalto provisório, permitindo a liberação ao tráfego de veículos. Conforme o JC vem acompanhando, a pavimentação deste quarteirão virou alvo de grande imbróglio entre o Departamento de Água e Esgoto (DAE) e a Stemag Engenharia, empresa responsável pela instalação dos interceptores de esgoto às margens do Rio Bauru, no trecho da avenida Nuno de Assis entre o Fórum e o Terminal Rodoviário.
A Stemag questiona o DAE, entendendo que deve receber um aditivo para asfaltar este último trecho. A empresa também pede mais dinheiro para a pavimentação final de toda a extensão entre o Fórum e a Rodoviária, situação prevista em contrato.
Contudo, como a empresa e a autarquia não chegaram a um acordo, a prefeitura vai colocar o asfalto provisório na quadra 12 para liberar o trânsito. Os serviços começam na manhã desta sexta-feira (6), por volta das 8h, e têm previsão de conclusão na tarde de segunda-feira (9). Por enquanto, quem vem pela avenida Nuno de Assis, no sentido Mary Dota-Centro, precisa desviar por ruas do Parque Vista Alegre para chegar até a Nações Unidas, e depois retornar à Nuno.
A execução ficará a cargo da Secretaria Municipal de Obras. “Como não podemos pagar hora extra aos servidores, vamos fazer o serviço amanhã (esta sexta-6) e depois retomamos na segunda-feira. Até o final da tarde de segunda, ou no máximo, terça, a ideia é já ter o trânsito liberado. É uma medida pontual para desinterditar a via. Será usado o que a gente chama de ‘capa salgada’, que é aquela base colocada antes do asfalto final, mais para poder resolver a questão da interdição”, explica o titular da pasta, Sidnei Rodrigues, em entrevista na noite dessa quinta-feira (5) ao Jornal da Cidade.
Sidnei esteve reunido na tarde dessa quinta com o prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB) e o presidente do DAE, Giasone Candia, para acertar os detalhes do serviço de reparo.
QUANTO VAI CUSTAR?
Neste primeiro momento, a Secretaria de Obras vai arcar com o custo do reparo, estimado inicialmente entre R$ 50 mil e R$ 60 mil. “Depois, vamos avaliar exatamente o valor que será gasto e o DAE devolve este dinheiro à Obras. Vamos usar uma ata de registro de preços para adquirir o material e, posteriormente, toda a planilha de custos será enviada ao DAE”, finaliza Sidnei Rodrigues.
Perigo
A mobilização em torno da obra, que deveria ter sido entregue em abril do ano passado, aumentou na última sexta-feira (29), quando o Grupo de Ações para Redução de Acidentes de Trânsito (Garat) - formado pela Emdurb, PM, bombeiros, prefeitura e Sindimoto – oficiou o secretário de Obras, Sidnei Rodrigues, para a correção do asfalto, uma vez que o local está muito perigoso. De acordo com estudo, desde o início da obra, em agosto de 2014, houve aumento de 15% no número de acidentes no cruzamento da Nuno com a Nações Unidas.
Imbróglio continua...
Como o trabalho é paliativo, apenas para que o tráfego seja liberado, o restante dos serviços pendentes segue em discussão entre DAE e Stemag, que precisam chegar a um acordo para a colocação de algumas galerias neste trecho da Nuno de Assis e, principalmente, recapear toda a extensão da via entre o Fórum e a Rodoviária.
Há mais de um ano, o asfalto neste trecho é provisório, apresentando várias irregularidades e gerando reclamações de motoristas. Já o trecho entre a Rodoviária e a rodovia Marechal Rondon, também com o pavimento bastante irregular, não está no contrato da Stemag. A Secretaria de Obras, contudo, já adianta que, neste momento, não possui verba para recuperar essa parte da Nuno de Assis.
O presidente do DAE, Giasone Candia, informa que os pedidos de aditivo relacionados à obra são relativos a replanilhamento, reajuste contratual e realinhamento. Todos passarão por análise com base na legislação vigente e, após a verificação, serão averiguadas as possibilidades de formalização ou não desses aditivos. “A forma de pagamento é por medição dos serviços já executados, nos termos contratuais”, enfatizou Candia, após a reunião no Palácio das Cerejeiras, via assessoria de imprensa da prefeitura.
