Alguns golpes como o do “bilhete” e do “falso sequestro” já são bem conhecidos pela população bauruense. Embora ainda façam vítimas, concluí-los com sucesso já não é tão garantido como há algum tempo. Atualmente, quem quiser se manter no seguimento criminoso precisa renovar a forma de agir. É justamente isso que os estelionatários estão fazendo.
Em Bauru, foram registrados casos curiosos nos últimos 15 dias. Teve até criminoso que se passou por ator de novela para conseguir transferência bancária. O JC fez ainda alerta sobre o ‘golpe da UTI’, em que os golpistas ligam para a família do internado e pedem dinheiro para custeio do tratamento ou para agilizar os processos médicos.
Na semana passada, um vendedor quase caiu no “golpe do Carro Zero Quilômetro”, mas desconfiou antes de depositar o valor, inferior ao preço de tabela, solicitado através de um site. Em outra ocorrência, “golpe dos Correios” fez duas vítimas na cidade (veja a seguir).
“Os golpes sempre existiram. O que acontece é que mudam de figura. Quando o criminoso dá conta de que algum golpe está saturado, parte para outro tipo de procedimento”, observa o coordenador da Central de Polícia Judiciária (CPJ), o delegado Dinair José da Silva. “Eles vão inovando para garantir a eficácia nos crimes”, reforça.
Dinair pontua que, apesar dessa inovação dos criminosos para ludibriar as vítimas, os “golpes velhos” não deixaram de ser aplicados. “Os mais executados são o da Arara, em que os estelionatários criam uma empresa legal com o único fim de aplicar golpes, além do famoso golpe do bilhete e o da venda de carros com preços mais baratos através de sites”, enumera.
Vítimas
Ao menos dois comerciantes caíram no “golpe dos Correios” em Bauru. O autor do estelionato se passou por funcionário da instituição e vendeu selos adulterados.
Posteriormente, uma das vítimas desconfiou dos produtos, entrou em contato com a empresa, que informou que ela havia sido enganada.
De acordo com o proprietário de papelaria localizada no Redentor, Sandro Augusto Mello Silva, 35 anos, o homem não usava uniforme, mas portava crachá e folder dos Correios. A vítima, então, resolveu comprar 300 selos, cujo valor totalizava R$ 180,00.
Sandro só descobriu que havia sido vítima do golpe, porque seu cunhado passou pela mesma situação dias antes.
Em nota, a assessoria de imprensa dos Correios esclarece que a empresa tem alertado os locais credenciados, como bancas de jornais e papelarias. A instituição não possui vendedores externos e, caso alguém receba esse tipo de visita, deve acionar a PM através do 190.
Os Correios orientam também que a ação seja registrada por meio de BO e a cópia deste documento, encaminhada à empresa.
Além disso, se os produtos adulterados forem, de fato, vendidos, os responsáveis pelos estabelecimentos são punidos com o descredenciamento.
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