Bairros

Pacientes testam paciência por consulta

Thiago Navarro
| Tempo de leitura: 2 min

Samantha Ciuffa
Maria Aparecida Ferreira Rodrigues teve a paciência testada ontem no Pronto-Socorro Central de Bauru, para onde levou o marido

Pacientes e acompanhantes que aguardavam atendimento, ontem, voltaram a reclamar da demora no Pronto Socorro Central (PSC) de Bauru durante a tarde.  Foi o caso de Maria Aparecida Ferreira Rodrigues, cujo marido esperava por um leito desde o início da manhã. “A verdade é que o setor de saúde está muito precário”, disse ela.

A reportagem passou pelo PSC e constatou que a sala de espera estava lotada. Várias pessoas aguardavam atendimento do lado de fora, a maioria com quadro de problemas respiratórios, como gripe, pneumonia e suspeita de gripe H1N1. A pneumonia foi o que levou Jorge Ferreira ao local. “Está complicado”.

A.C.B. (a entrevistada pediu para ter nome preservado), levou o filho de 16 anos ao PSC durante a manhã, e até às 15h não tinha sido atendida.

Neste horário ela e o adolescente estavam deixando o PSC para buscar atendimento particular. “Vou ter que pagar consulta para ele, dar jeito de pagar, porque está com suspeita de H1N1, teve tosse e catarro. A gente paga impostos e, quando precisa de retorno do governo, nada”.

“Olha, pelo que eu vi desde a hora que cheguei, deve ter umas cem pessoas hoje [ontem] esperando atendimento”, comentou.

O diretor do Departamento de Urgência e Emergência da Secretaria Municipal de Saúde, Luiz Antônio Sabbag, afirma que ainda não havia recebido queixa sobre o PSC até o final da tarde.

“Tem quatro médicos lá, três clínicos gerais e ortopedista. Não chegou nada a respeito de demora”.

Limpeza
Usuários do PSC e do Pronto Atendimento Infantil (PAI) também reclamam que as unidades estão com aspecto de abandono, e com sujeira e vazamentos nos banheiros. Sabbag afirma que somente a reforma do prédio vai sanar de vez o problema.

“Tivemos reclamações de vazamentos nesses últimos dias. Aí entra a questão da reforma, que é algo necessário, mas esbarra na falta de verba. E a limpeza, vamos deslocar alguns funcionários que estavam nas UPAs para o PSC, pois nas UPAs o serviço está sendo feito por empresa terceirizada. É um tipo de problema que é difícil resolver, porque as pessoas nem sempre colaboram, não usam as lixeiras”, afirma.


Infantil e UPAs

Na noite de anteontem houve reclamação de demora de atendimento no Pronto Atendimento Infantil (PAI), que funciona anexo ao PSC. O diretor do Departamento de Urgência e Emergência da Secretaria de Saúde, Luiz Antônio Sabbag, afirmou que a escala de médicos estava normalizada ontem. Quanto às Unidades de Pronto Atendimento (UPA), Sabbag informou que o atendimento da unidade do Geisel/Redentor estará suspenso das 7h às 19h de amanhã, por conta de falta de médicos para fechar a escala. “Estamos com concurso em andamento para contratar clínico geral, precisamos de 11 para dar conta da escala. Já para pediatra convocamos alguns aprovados no último concurso, mas ainda estamos aguardando os trâmites burocráticos para que assumam as vagas”, conclui.

 

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