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Amor e comemoração em dobro: mãe e filho

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 4 min

Alex Mita
Marli festeja seu aniversário hoje ao lado da mãe Lúcia
Divulgação
Para Felipe, estar perto da mãe Maria Aparecida é necessidade 

Há anos tem sido assim... o segundo domingo do mês de maio serve à renovação e consolidação dos laços da família em torno da matriarca. Mas a celebração do Dia das Mães ganha ingredientes adicionais de afeto nos casos em que um ou mais integrantes da família comemoram aniversário na mesma data.

E se já havia motivo natural, consolidado, para reunir pais, filhos, tios, primas e primos, sobrinhos (as), noras, genros e demais agregados, a dupla comemoração agrega em dose extra. É o que acontece na casa da médica Marli Caprioli Rosa Faria neste domingo. Primeira filha, de duas, de Lúcia Caprioli Rosa, ela vai novamente ter o privilégio de saborear o Dia das Mães na mesma data de seu aniversário.

“Comemorar o aniversário em família é um presente e junto com a mãe e a filha e o marido é um privilégio, uma emoção inigualável”, recorda a médica que, já durante a semana, estava com a mãe em visita em Bauru. Lúcia mora em Marília. Para a mãe de Marli, todos os sentimentos estão presentes na data. “Ser mãe é dádiva de Deus. E tendo duas filhas a dádiva é em sentimento duplo, multiplicado. Meu marido era ferroviário. Foi difícil formar as meninas até os estudos. Eu costurava e bordava para ajudar na renda. Mas cada sacrifício se torna pequenino ao ter o presente de viver o amor entre mãe e filha”, comenta.

Alegria

Presente que não será só de Marli neste domingo. Sua filha Bianca Caprioli Rosa Faria também vai viver essa emoção de forma duplicada. Marli complementa: “É muito saboroso comemorar no mesmo dia. Se a gente já faz festa para tudo, imagine com o aniversário e o Dia das Mães juntos. Quando o dia do aniversário é próximo da data das mães, a comemoração da mãe toma o lugar. E por motivo justo, evidentemente. Então fazer festa conjunta é muito bom”, finaliza

“É maravilhoso agradecer pertinho da mãe”, diz filho

O fotógrafo Felipe Dêgelo já estava radiante bem antes deste domingo. “É maravilhoso agradecer pertinho da mãe tudo o que ela fez para gente”, comentou. A mãe Maria Aparecida Carlin Dêgelo mora no Jardim Terra Branca e bem próxima dos quatro filhos.  Felipe, por exemplo, reside no Jardim Ferraz.

“Estão todos os filhos morando aqui por perto. Em se tratando de Bauru ninguém está longe. Além de facilitar a aproximação, ajuda muito na presença constante entre filhos, irmãos, sobrinhos, primos. É muito bom e a gente se acostumou assim”, reforça.

Segundo o filho, a mãe só não morou por perto durante um ano, quando esteve em Piraju. “Mas foi só um ano, graças a Deus, e já voltou. A gente se acostumou tanto em reunir a família ou um sempre estar por perto cuidando ou vendo ou acompanhando coisas do outro que não daria para acostumar se a gente ficasse longe”, reforça Felipe.

O aniversário deste domingo (8) portanto é data especial, mas costumeira. “É bem comum entre nós ter almoço juntos ou um churrasco. Uma chácara de meu pai também ajuda a aproximar e facilita os encontros. Como agora. Eu vou comemorar dois presentes, a mãe e meu aniversário. Se a gente demora um pouco para estar juntos, alguém já reclama, porque sentimos falta. Conviver juntos é maravilhoso, vale tudo o que vivemos e tentamos sempre agregar”, conclui.   

Maleabilidade

A mãe Marli, aniversariante do domingo, confessa que é mais benevolente com a filha Bianca do que Lúcia o foi com ela. “Eu sou mole com a Bianca. A Dona Lúcia não dava folga, onde eu ia ela ia atrás. E eu tinha obrigações em casa desde cedo, como arrumar a casa. A Bianca já cresceu com inúmeras facilidades”, diz, sob olhar da filha e da mãe-avó. “Eu criei a Marli na rédea. Mas ela sempre foi muito responsável. Tinha de chegar em casa às 21h30, se fosse sair”, conta a avó.

Gerações distintas, tempos diferentes, avó, mãe e filha convergem em uma vertente do gosto musical. A avó adora Roberto Carlos, cantor que a filha Marli também aprendeu a apreciar. E não é que a neta Bianca confessa que passou a gostar de algumas das canções do rei, embora classifique seu repertório como “dinossauro”. “Eu gosto sim de algumas canções que minha mãe e avó gostam. A música é de dinossauro, mas dizer que algumas não são boas seria muito cruel. Eu gosto”, finaliza Bianca.

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