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Teste de visão faz alerta a leitores do JC

Aline Mendes
| Tempo de leitura: 4 min

Douglas Reis
Toninha, Doralice e Adilson Faria, Luciana e Jamyl Shayeb, pais do pequeno Matheus, e Wilson Faria fizeram o teste em família

Integrantes de três gerações de uma mesma família estão entre os leitores que aproveitaram o teste de visão encartado na edição desse domingo (8) do Jornal da Cidade para checar o quanto estão enxergando (confira esta matéria no site clicando aqui ou clique aqui para imprimir). Assim como em outros endereços visitados pela reportagem, além de surpreender, a iniciativa também serviu de alerta para a importância do check-up oftalmológico.

O empresário Jamyl Shayeb Neto, de 30 anos, por exemplo, mesmo enxergando dentro da normalidade, acredita que esteja na hora de consultar um médico. “Embaçou um pouco e, como faz mais de um ano que não vou ao oftalmologista, é bom saber se está tudo bem”.

Sua esposa, Luciana Sandrin Faria Shayeb, médica veterinária de 33 anos, comemorou ter enxergado com tranquilidade todas as linhas do encarte. “Fiz cirurgia para correção de miopia e astigmatismo há menos de um ano e estou feliz com o resultado”.

O pai dela, o aposentado Wilson Vannucci Faria, de 57 anos, enxergou as letras corretamente com os óculos, mas faz tempo que não vai a uma consulta. Tomou um “puxão de orelha” da filha. “Tem que ir ao médico todo ano!”, alertou ela.

Douglas Reis
Adilson Faria levou a sério a proposta e comandou, em clima de descontração, o teste realizado junto a familiares

Em família

O clima era de descontração, porém, Adilson Vannucci Faria, de 53 anos, levou a sério a proposta e comandou o teste com os familiares. “O bom é que desperta a curiosidade para saber se a gente está enxergando bem, se os óculos estão adequados... Foi uma ótima ideia”, ressalta o aposentado.

A mãe dele e de Wilson, Toninha Faria, de 79 anos, que já operou da catarata, foi bem no exame. O mesmo resultado se repetiu com a esposa, Doralice Faria, de 49 anos. “Uso óculos e vou ao oftalmologista uma vez por ano, precisa cuidar”, disse ela, que é auxiliar em um consultório de odontologia.

Fotos: Douglas Reis
Verônica aplica o teste no filho Gilvan; ela esteve no oftalmologista 

recentemente, mas quis saber como o filho está enxergando

Juliana Furquim aprovou o encarte: “é um primeiro passo para estimular as pessoas a procurarem por especialista”

Já Verônica Magalhães Souza, aposentada de 63 anos, que esteve há menos de uma semana no oftalmologista, fez questão de aplicar o teste no filho, Gilvan Tavarez Junior, autônomo de 30 anos. “Com os óculos, identifiquei todas as letras. É um bom sinal! Foi uma boa publicar esse encarte”, ressaltou ele.

A empresária Juliana Furquim, de 37 anos, também aprovou. “Há crianças que têm dor de cabeça ou dificuldade de aprendizado porque não enxergam bem, mas nem sempre professores e pais percebem. Foi muito boa essa publicação porque é um alerta, um primeiro passo para estimular a procura por um especialista”.

Projeto

Além da prestação de serviço à comunidade, o objetivo do projeto “Teste de visão” do Hospital de Olhos e Jornal da Cidade, em parceria com a Óptica Cidade (revendedor das lentes Varilux) e Ótica Especialista (revendedor dos produtos Zeiss), é colaborar com a prevenção da ambliopia, doença que atinge de 4 a 6% das crianças até 6 anos, com alteração da visão central.

A iniciativa inédita será estendida às instituições de ensino através do JC Na Escola. Além disso, as duas unidades do Sesi serão pioneiras em aplicar o teste em 96 alunos do 1.º ano do ensino fundamental.

O exame de acuidade visual com crianças de até 6 anos é obrigação das escolas municipais e particulares, conforme prevê a lei municipal número 6.348 de 2013. A maturação da visão acontece nesta época, quando diversas patologias da visão podem ser evitadas, principalmente a ambliopia ou “vista preguiçosa”.

Cerca de 4 a 6% das crianças com idade de até 6 anos têm ambliopia. Esta patologia consiste na alteração da visão central que acontece por falta de estimulação das células cerebrais relacionadas com um único olho e que se desenvolvem durante a infância. Dentre as situações que podem culminar na ambliopia estão: estrabismo, defeitos de refração (miopia, astigmatismo e hipermetropia) unilaterais e/ou assimétricos, cataratas congênitas e ptose palpebral (pálpebra caída).

Se o diagnóstico for feito antes dos 6 anos, vários problemas de visão podem ser revertidos.

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