| Fotos: Samantha Ciuffa |
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| Durante todo o dia, Pronto Atendimento Infantil sofreu as consequências de operar com um pediatra a menos das 7h às 13h |
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| Eles não aguentam mais: a expressão de Maria Angélia, que levou o pequeno Kauã para o PAI, deixa claro o sentimento da população |
O Pronto-Socorro Central (PSC) e o Pronto Atendimento Infantil (PAI) de Bauru começaram a semana com superlotação e longa espera por consultas médicas, ou seja, com situação semelhante a como encerraram a última semana, conforme o JC divulgou no sábado. No PSC, o principal problema foi a ausência de médico ortopedista. Já o PAI trabalhou com um pediatra a menos pela manhã. Muita gente só foi atendida só no final da tarde.
A reportagem esteve no local por volta das 16h e constatou que, mais uma vez, os bauruenses tiveram que ter muita paciência para conseguir passar por uma consulta. Maria Angélica Fernandes Ortiz, de 27 anos, esperava desde as 12h para que o filho Kauã, de apenas 1 ano, conseguisse atendimento.
“Ele já teve bronquiolite e ficou internado 23 dias no Hospital Estadual, depois voltou pra casa, teve pneumonia, ficou 27 dias na UTI. Agora ele está com bastante catarro, a gente não sabe se é gripe ou alguma outra coisa. A nossa ficha foi feita 12h12, e já são mais de 15h30 e não atenderam”, reclama a moradora da Vila Giunta.
Revoltada com a demora, Maria chegou a ligar para a PM. Segundo ela, outras crianças esperavam desde o meio da manhã. “Nem dá pra saber quantas pessoas tem na frente, está lotado desde cedo. Eles falam que tem quatro pediatras, mas parece que nem todos estão atendendo. De segunda-feira sempre é essa lotação, é o pior dia”, relatou.
Outros pais que estavam na espera por atendimento afirmam que chegaram ao PAI antes das 12h e que as crianças só haviam passado pela triagem.
O PROBLEMA
A Secretaria Municipal de Saúde confirmou ao JC que o PAI trabalhou com um pediatra a menos das 7h às 13h, por conta da ausência de um profissional, sendo que não foi possível substituí-lo. “Foram registradas 144 fichas (de atendimento), das quais 73 pacientes foram atendidos pela manhã. À tarde, até por volta das 17h30, foram registradas 92 fichas, mais 71 fichas que sobraram da manhã totalizando 163”, esclareceu o Departamento de Urgência e Unidades de Pronto Atendimento da Secretaria de Saúde. Ainda segundo a pasta, esses pacientes foram atendidos até o começo da noite.
“Durante os atendimentos podem ocorrer casos em que haja necessidade de maiores cuidados na enfermaria o que demanda maior tempo e serviço de um ou mais profissionais, o que depende da complexidade da situação. A secretaria, como a todo nível nacional, sofre com a falta de profissionais da especialidade pediatria, entretanto existem oito profissionais aprovados em concurso público em fase admissão, cujo processo exige um prazo legal para que os mesmos assumam as vagas”, conclui a nota enviada pela assessoria de imprensa da Prefeitura de Bauru.
Sem ortopedista
No PS Central, muita gente aguardava na parte de fora da unidade, que fica ao lado do PAI. Desta vez, a principal queixa era a falta de médico ortopedista. Adriana Aparecida Andrade, 40 anos, veio do Parque das Nações às 8h em busca de atendimento para o filho de 12 anos, que torceu o pé quando tinha ido para a escola, pela manhã. Até o meio da tarde, não havia perspectiva de consulta.
“Me falaram que teria ortopedista 13h, já são quase 16h e nada. E a gente não pode ir embora porque perde a vez, mas nem se ficar até a noite a gente tem certeza que vai conseguir ser atendido”, lamentava Adriana.
| Samantha Ciuffa |
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| Rosa Maria esperava a horas ortopedista para o marido |
Ao seu lado, outra acompanhante de paciente, Rosa Maria Leite, que mora na Vila Santista e aguardava atendimento de ortopedia para o marido. “Ele caiu de um andaime, está lá dentro esperando desde as 10h, sentido dor o calcanhar. Falaram que 13h teria ortopedista, mas não chegou. Até o atendimento de clínico geral parece que está lento, mas o de ortopedista nem tem”, comentou.
A Secretaria de Saúde informou que o PSC não teve ortopedista ontem das 7h às 13h, “uma vez que o mesmo se encontra doente e não houve tempo hábil para cobrir o plantão. No período das 13h às 19h, o PSC contou com ortopedista que realizou primeiramente o atendimento dos pacientes internos para posterior atendimento dos pacientes que aguardam na recepção”, disse o Departamento. Segundo a Secretaria de Saúde, das 19h desta segunda-feira até às 7h de hoje o atendimento com ortopedista estaria normalizado.


