| Renato S. Cerqueira/Futura Press/Estadão Conteúdo |
![]() |
| Manifestantes a favor do afastamento da presidente se aglomeraram em frente à Fiesp |
| Cris Faga/Fox Press Photo/Estadão Conteúdo |
![]() |
| os contrários ao afastamento ocuparam o vão do Masp, na famosa avenida de SP |
A avenida Paulista abrigou nessa quarta-feira (11) três movimentos. Um deles, a favor do impeachment da presidente Dilma, montou acampamento na frente da Fiesp, encheu seus pixulecos e estacionou um gigantesco caminhão de som na via.
O outro, contra o afastamento da presidente, postou-se perto do Masp, acendeu velas e fez coro para chamar Michel Temer de traidor. Um terceiro grupo, mais fluído, de certo que bem menos engajado, também se reuniu na Paulista, mas com cervejas geladas e porções de batatas fritas. Ou seja, os partidários do happy hour.
O grupo pró-impeachment chegou cedo. Às 17h seus integrantes fecharam três vias da Paulista, no sentido Paraíso, e tentavam prestar atenção em um telão sem som - que transmitia a sessão do Senado. Assim que os carros foram impedidos de circular no trecho, a dentista Maria Abuacia, 54 anos, realizou um sonho de infância e se deitou na Paulista. “Estou me sentindo livre, livre do PT e da ladroeira que assolou o País. Por isso, vou deitar no meio da rua e aproveitar”, disse.
Ao lado da dentista, um ambulante otimista com a melhora da economia tentava vender um mini pixuleco por R$ 20,00. Perto dali, na frente do Masp, um grupo acendeu velas no asfalto da avenida, fez um minuto de silêncio e prometeu permanecer em vigília até o fim da decisão do Senado. “A gente vai ficar aqui protestando e lembrando que o que a gente está vivendo é um golpe”, declarou a professora de balé Juliana de Oliveira, 37 anos.
No lado do impeachment, o som do telão foi ligado por volta das 20h10. O grupo contrário ao impeachment, que não tinha telão, consultava os celulares para acompanhar os discursos via redes sociais.

