| Polícia Militar/Divulgação |
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| Primeiro pelotão feminino na cidade foi formado em 1987, com 55 profissionais |
| Malavolta Jr. |
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| Cabo PM Priscilla Pollini durante aula do Proerd, na Escola Estadual Silvério São João |
Em 12 de maio de 1955, o Estado de São Paulo passou a contar com a presença feminina nos quadros da Polícia Militar (PM). A data virou sinônimo do Dia do Policial Militar Feminino e nesta quinta-feira (12), inclusive, o 4.º Batalhão de Polícia Militar do Interior (BPM-I), em Bauru, vai prestar uma homenagem às mulheres da corporação.
A participação feminina começou de forma discreta e foi crescendo pouco a pouco. Atualmente, só no 4.º BPM-I, que atende Bauru e região, são 52 mulheres. A primeira turma feminina formada na cidade foi em 1987, e, hoje, as oficiais estão presentes em setores como o Policiamento Motorizado, Policiamento Escolar, Força Tática, atendimento nas Bases Comunitárias, no Programa Educacional de Resistência às Drogas e a Violência (Proerd), além de patrulhamento de eventos, no Setor de Inteligência, escolta de presos e funções administrativas.
Tático
A cabo PM Patrícia Gonçalves Pereira, de 46 anos, está há 20 na polícia. Atualmente, é a única mulher na Força Tática no Batalhão bauruense. “Entrei em 1996, quando abriu um concurso e meu marido Douglas me incentivou a prestar. Até então eu nunca tinha pensado em ser policial. Mas passei, consegui boas notas no curso de formação e fiquei em Bauru. Na época, eu já era casada e tinha filhos. Comecei no Trânsito, depois fui para a 1ª Cia., já atendendo outros tipos de ocorrência, e há oito anos estou na Força Tática”.
Patrícia não vê distinção entre seu trabalho e o dos homens na corporação. “Sempre fui respeitada pelos meus colegas e junto à população. Todas as funções que eles fazem eu desempenho também. As pessoas ainda têm muita curiosidade ao ver uma mulher no Tático, em meio a vários homens. Acho que chama mais a atenção das crianças, talvez porque a mulher tenha esse olhar mais sensível, um pouco de mãe mesmo”, cita.
Mãe de três filhos e avó de um menino de 4 anos, ela diz que toda situação envolvendo crianças são marcantes. “Em 1999, atendi um atropelamento no Mary Dota e a criança morreu na hora. Aquilo me marcou muito, porque a gente que é mãe, e agora avó também, sempre pensa nisso, se emociona”, relata. “E já tive muitos atendimentos de ocorrência que acabaram bem. Quando conseguimos devolver algo que foi roubado e prender o ladrão, a gente vê a satisfação na pessoa que foi atendida, porque isso é parte do nosso papel também”, aponta.
Contra as drogas
Você sabia?
Há 61 anos, quando o Estado de São Paulo passou a contar com a presença feminina nos quadros da Polícia Militar (PM), eram inicialmente apenas 13 mulheres em atuação na corporação paulista
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Outra representante das mulheres no 4º BPM-I é a cabo PM Priscilla Pollini, de 33 anos, e que há 12 anos está na Polícia Militar, sendo os quatro últimos atuando também no Proerd. E orientar crianças e adolescentes é uma atividade prazerosa, garante Priscilla. “A gente procura passar todo tipo de informação de prevenção às drogas, e vemos um retorno positivo. Nas redações, ao final dos cursos, é até emocionante ver, pois a maioria aprende bem. E muitas mães nos agradecem também, pois as crianças enxergam a figura do policial militar com respeito, elas ouvem o que a gente fala”.
O curso do Proerd atendeu 4.107 crianças e adolescentes (entre o 5.º e o 7.º ano do ensino fundamental) em Bauru e região ao longo de 2015. “Atendemos escolas públicas estaduais e municipais, e nos últimos anos estamos recebendo muitos pedidos das escolas particulares também, que são atendidas dentro das possibilidades”, acrescenta.
Bauruense e mãe de uma garota de 5 anos, Priscilla começou trabalhando em São Paulo, onde atuou na Rocam. Quando foi transferida para Bauru, foi para a Ronda Escolar e agora também ministra aulas no Proerd. “O público escolar, que vai desde as crianças até a universidade, engloba vários tipos de situação.vemos coisas positivas mas, infelizmente, ainda muito uso de drogas. Então, esse trabalho de prevenção é fundamental, e vemos que, aos poucos, vai dando certo. Eu percebo que as crianças recebem bem, acho que uma mulher na sala de aula acaba sendo a figura materna para eles, mais familiar”, conclui.
Serviço
As homenagens às policiais femininas ocorrem nesta quinta-feira (12), a partir das 9h, na sede do 4.º BPM-I, na quadra 3 da avenida Engenheiro Luiz Edmundo Carrijo Coube, próximo ao Hospital Estadual.

