| Éder Azevedo/JC Imagens |
![]() |
| Campanha de vacinação contra a gripe segue até 20 de maio |
Em meio ao temor da população e à corrida às unidades básicas por vacina, a Secretaria Municipal de Saúde confirmou, nessa quinta-feira (12), a primeira morte por gripe H1N1 em Bauru, em 2016. A vítima é uma mulher de 38 anos, moradora da cidade que permaneceu internada no Hospital Estadual até falecer, em 10 de abril deste ano.
Apesar do primeiro registro fatal, o secretário municipal de Saúde, Fernando Monti, afirma que não há motivo para pânico, já que a grande maioria dos casos investigados vem dando negativo para o vírus Influenza A H1N1. “Sabemos que o vírus está circulando, mas ele não é exclusivo. Se estivesse predominante em relação a outros, seria uma preocupação, mas não é o caso. E estamos vigilantes, fazendo a checagem de todos os casos suspeitos”, pontua.
Até o momento, a cidade contabiliza duas ocorrências confirmadas de gripe H1N1 e 35 casos descartados. Amostras de outros 73 doentes com síndrome respiratória aguda grave ainda são analisadas pelo Instituto Adolf Lutz. Destes, 11 pacientes morreram, sendo cinco moradores de Bauru e seis da região.
O primeiro caso confirmado de H1N1 em Bauru, em 2016, foi o de uma mulher de 49 anos, que foi tratada e passa bem. Segundo informou o Departamento Saúde Coletiva da secretaria, a paciente de 38 anos que sucumbiu à gripe apresentou febre, desconforto respiratório, mialgia, saturação em ar ambiente menor que 95% e alteração em raio X. Ainda de acordo com a pasta, a mulher era fumante e tinha doença cardiovascular crônica, o que pode ter contribuído para a má evolução de seu quadro de saúde.
Campanha
Monti destaca que a Campanha Nacional de Vacinação contra Influenza continua nas unidades básicas de saúde. A imunização é destinada a pessoas que pertencem ao grupo de risco, formado por idosos acima de 60 anos, indígenas, pessoas com doenças crônicas, profissionais de saúde, gestantes, mulheres que tiveram filhos nos últimos 45 dias e crianças com mais de seis meses e menos de cinco anos, além de detentos e funcionários do sistema prisional.
O secretário explica que, devido à grande procura pelas vacinas, é possível que algumas unidades fiquem desabastecidas temporariamente. Ele esclarece, no entanto, que as doses estão chegando de maneira fracionada e que nenhum morador da cidade pertencente ao público prioritário deixará de ser imunizado.
“A população está preocupada, mas trabalhamos muito em parceria com a Vigilância Epidemiológica do Estado. Em praticamente dois dias, imunizamos 60 mil pessoas. Não deixaremos faltar para ninguém, mesmo que seja necessário recorrer ao Ministério da Saúde ou ao Estado para solicitar doses adicionais”, pontua. A campanha será concluída em 20 de maio.
Negativo
A Secretaria Municipal de Saúde informou que, entre os resultados negativos para gripe H1N1, está o caso do reeducando Adelson Rodrigues Teixeira, 52 anos, que cumpria pena no Centro de Progressão Penitenciária 2 (CPP 2). Conforme o Jornal da Cidade noticiou, ele morreu no dia 30 de março, após dar entrada no Pronto-Socorro Central (PSC) de Bauru com dor no peito, tosse, Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica. À época, apesar da suspeita de H1N1, Fernando Monti já avaliava que infarto do miocárdio era a causa mais provável do óbito.
