Polícia

Marechal Rondon tem mais uma morte de motociclista

Marcele Tonelli
| Tempo de leitura: 2 min

Rodrigo Cacere Gonçalves, 28 anos. Esse é o nome e a idade da segunda vítima de acidente fatal registrado em menos de 16 dias no perímetro urbano da rodovia Marechal Rondon (SP-300), em Bauru. Motociclista, assim como a vítima anterior, Rodrigo, chamado de Digão pelos amigos do Bauru 16, onde morou sua vida toda, colidiu sua Honda/Titan 150 contra a traseira do semirreboque de um caminhão, placas de Araçatuba, na altura do trevo do Jardim Pagani, por volta das 23h de anteontem.

O acidente ocorreu no quilômetro 345 mais 850 metros, no sentido Bauru-Lins. O jovem caiu na pista de rolamento e chegou a ser socorrido com vida, mas acabou morrendo minutos após a chegada ao Pronto-Socorro Central (PSC).

‘Enfrentar a pista’
Consta no boletim de ocorrência que o caminhoneiro sentiu apenas um impacto e desceu para tentar ajudar ao ver o rapaz caído.

O jovem, segundo a tia Ana Claudia Cacere, voltava para casa após passar em um aniversário de familiares, que ocorria na casa da avó, no Jardim Redentor. “Lembro da última coisa que ele disse: ‘Vou embora, tia, ainda tenho que enfrentar a pista...’”, lamenta a mulher.

Rodrigo trabalhava há três anos como auxiliar geral e cursava funilaria no Senai. “Ele tinha promessa de promoção no emprego, depois do curso”, lembra o pai, José Roberto Gonçalves.

“Ele tinha a moto desde os 18 anos, gostava de ser independente. Já tinha sofrido alguns acidentes, mas a moto era econômica e prática, por isso ele também nunca abriu mão”, acrescenta o pai, que encara o acidente como fatalidade.

Família
Desde os 20 anos, Digão morava sozinho, mas não deixava de se reunir com a família. “Ele era muito extrovertido, mas também muito carinhoso. Deitava no colo da gente e sempre pedia um cafuné”, conta a prima Karen Cacere.

Rodrigo deixa o pai, a mãe, Eliane Cacere Gonçalves, e as irmãs, Renata, Rafaelle e Eloísa. O corpo dele será enterrado hoje, às 9h30, no cemitério Cristo Rei.

Outra vez
Em circunstâncias semelhantes, a rodovia Marechal Rondon, em seu quilômetro 336, próximo ao trevo da Eny, foi palco da morte da estudante de engenharia civil Amanda Dias Espírito Santo, de 20 anos, no dia 26 de abril.

Conforme o JC noticiou, ela voltava da faculdade para casa, à noite, na garupa do namorado, que sobreviveu, quando caiu por conta de uma colisão da moto contra um caminhão.


Outro caso

No perímetro urbano, o perigo de acidentes com motos também não é diferente. Benedito Rosa de Freitas, de 56 anos, era morador da Vila Giunta e entrou para as estatísticas como a sexta vítima fatal do trânsito na cidade em 2016. Ele estava internado no Hospital de Base desde o dia 24 de abril, após cair de moto na quadra 40 da avenida Rodrigues Alves.  A comunicação de óbito foi feita na tarde de anteontem.

 

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