Em época de crise como a atual, em que a luta é para não perder direitos trabalhistas duramente conquistados, obter avanços não é nada fácil. Mas os trabalhadores do setor farmacêutico acabam de ganhar um benefício importante: seguro de vida, que paga indenização por acidente de trabalho, invalidez e morte.
Trata-se da 12ª Cláusula do Aditivo à Convenção Coletiva de Trabalho do Setor Farmacêutico, que prevê que a Federação dos Trabalhadores nas Indústrias Químicas e Farmacêuticas do Estado de São Paulo (FEQUIMFAR) e a Federação dos Trabalhadores do Ramo Químico da CUT do Estado de São Paulo (FETQUIM) utilizem parte da contribuição sindical paga pelos trabalhadores para custear o seguro de vida.
Com isso, cerca de 50 mil trabalhadores do setor farmacêutico do Estado de São Paulo agora têm seguro de vida. Na região de Bauru, são aproximadamente 100 beneficiados. A cobertura máxima, para caso de morte, é de R$ 10 mil.
“Geralmente, as grandes empresas oferecem seguro. Mas as pequenas, na maioria das vezes, não. E se o trabalhador não tem seguro pessoal, em caso de acidente de trabalho, de invalidez e morte, só restam os benefícios da Previdência Social. Agora, todos têm seguro de vida que indenizam, inclusive, morte natural. É uma tranquilidade para o trabalhador saber que a família estará amparada numa situação destas que ninguém espera e deseja. Em caso de morte, por exemplo, se precisar, a família pode utilizar a indenização para custear o velório”, comenta Edson Dias Bicalho, presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Químicas de Bauru e Região e secretário-geral da FEQUIMFAR.
Ele ressalta que é mais um benefício para o setor farmacêutico, que já conquistou o direito a jornada de 40 horas semanais, fornecimento de medicamentos, por parte da empresa, aos trabalhadores e seus dependentes e licença-maternidade de 180 dias.
“Agora, vamos lutar para que este benefício de seguro de vida também seja estendido a todos os trabalhadores do setor químico. Vamos propor a implantação de cláusula semelhante também na Convenção Coletiva do Setor Químico, que tem data base em novembro”, completa Bicalho.