| Alex Mita |
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| Secretário Fernando Monti: “Não se trata de uma situação diferente da de outros anos, de anormalidade.” |
A Secretaria Municipal de Saúde confirmou, nessa terça-feira (17), o registro da segunda morte por gripe H1N1 em Bauru, em 2016. A vítima é um homem de 69 anos, que recebeu tratamento no Hospital Estadual, mas acabou falecendo em 14 de abril deste ano.
A primeira morte em decorrência da doença havia sido confirmada na semana passada. A vítima, uma mulher de 38 anos, foi a óbito em 10 de abril. Além das duas vítimas fatais, a cidade contabiliza outras oito pessoas infectadas pelo vírus Influenza A (H1N1), que sobreviveram.
Até o momento, 42 casos suspeitos já foram descartados. Mas amostras de 65 doentes com síndrome respiratória aguda grave ainda são analisadas pelo Instituto Adolf Lutz, em São Paulo. Destes, dez pacientes morreram, sendo seis moradores de Bauru e quatro da região.
Segundo informou o Departamento Saúde Coletiva do município, o paciente de 69 anos que sucumbiu à gripe apresentou febre, desconforto respiratório, dispneia, sudorese, cianose, saturação em ar ambiente menor que 95% e alteração em raio X. Ainda de acordo com o órgão, o homem era fumante e tinha doença cardiovascular e pulmonar crônica.
O secretário municipal de Saúde, Fernando Monti, lamentou o registro da segunda morte por H1N1 em Bauru, mas reiterou que as estatísticas de 2016 não divergem dos dados históricos do município. No ano passado, contudo, não houve registro de casos da doença na cidade.
“Temos a circulação de vários vírus, incluindo o da gripe H1N1, que não está predominante, haja vista os inúmeros casos que foram descartados. Não se trata de uma situação diferente da de outros anos, de anormalidade, então não há qualquer medida adicional a ser tomada pela secretaria”, observa.
Tamiflu
Segundo dados da secretaria, do início de janeiro até o início de maio, 1.330 pacientes com sintomas de gripe atendidos na rede municipal de saúde foram medicados com o remédio Tamiflu (nome comercial do antiviral Oseltamivir). Sem custos, os comprimidos são distribuídos sob prescrição médica e não devem ser utilizados indiscriminadamente, conforme alerta Monti.
“Trata-se de um remédio bastante isento de reações adversas, com exceção das ligadas à alergia que o paciente pode desenvolver. Mas é importante que as pessoas lembrem que o uso frequente do Tamiflu, como todo antiviral, pode tornar o vírus resistente, fazendo com que o medicamento perca seu efeito”, pondera.
Mesmo assim, o secretário avalia que, considerando os mais de 100 pacientes diagnosticados com síndrome respiratória aguda grave neste ano, em Bauru, a distribuição do medicamento a cerca de 1,3 mil pessoas respeita uma proporção considerada adequada. “A cada caso suspeito de H1N1, 13 pessoas foram tratadas com o medicamento. A indicação do uso deve ser ampliada, principalmente nesta época do ano, em que aumentam os casos de doença respiratória. Não há porque restringir aos casos de maior gravidade”, pondera.
Conforme o Ministério da Saúde, o antiviral deve ser receitado a todos os pacientes com sintomas de gripe que residem em regiões onde há circulação comprovada do vírus Influenza A (H1N1).
