Lendo a tribuna do leitor, cujo título é ‘Enxugando gelo’, notei que haviam algumas indagações de parte do missivista que, se levadas em conta, nada mais evoluiria no País. Quando da abolição da escravatura, várias polêmicas também foram elencadas, inclusive que faltariam muitas coisas por conta de que não haveria quem executasse as tarefas que os escravos faziam. Pois bem, a lei “áurea” foi decretada e sobrevivemos, inclusive somos campeões em exportação na agricultura.
Diz o senhor: quem haveria de fiscalizar a lei? Simples. Quem tem a tarefa designada, No caso de não haver a fiscalização, como não há em vários casos em nossa cidade, que se tomem as providências necessárias. Não vi nenhuma atitude em relação as outras fiscalizações que seriam competência do município. Por que todo esse rigor quando se refere aos maus tratos com animais? Mais a mais, havendo lei, a população se encarrega de fazer a parte da denúncia.
Quanto à parte de os animais serem abandonados, eles já o são, mas com a dura “condenação” de ainda serem escravizados, sem direito a pelo menos ter alimentação e água para sobreviver. Imagino eu que a sobreviver em tamanha situação de miséria e desgraça, talvez eles desejem a morte. Tem algumas coisas que o referido senhor elenca que seriam tudo de bom, mas algumas dependem de regulamentação federal.
Quanto aos projetos de leis que são apresentados (sic) em período de eleições, nos restariam poucas alternativas uma vez que temos eleições ano sim e ano não. Isso é que menos me interessa, desde que com essas leis possamos elevar um pouco mais no grau de nossa humanidade. Não senti nessa proposta oportunismo, pois essa é uma reivindicação há muitos anos (20 pelo menos) solicitada de nossas autoridades. Oportunismo eu classificaria se quem a propusesse se intitulasse protetor de animais e patrocinasse rodeios.
Conveniência eleitoral, classificaria eu, como a omissão de um suposto exército de protetores que reivindicavam tais providencias e em nome das eleições que se avizinham, se calam escandalosamente.