| Alex Mita |
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| Famílias do MSL estão há um mês em um terreno localizado no final da rua Márcio Alves de Aquino, na região da Unesp |
Sem-terra ligados a dois diferentes grupos ocuparam áreas na zona urbana de Bauru. Famílias do Movimento Social de Luta (MSL) estão há um mês em um terreno localizado no final da rua Márcio Alves de Aquino, no Jardim Mary, na região da Unesp. Outras, vinculadas à Frente Nacional de Luta (FNL), estão há 15 dias em um espaço situado às margens da avenida Waldemar Guimarães Ferreira, na Vila Dutra.
O coordenador do grupo que está na região da Unesp, Fabricio Henrique Barbosa Venâncio, acredita que cerca de 600 pessoas estejam no local. “O proprietário de uma chácara próxima disse que nada é plantado aqui desde 1992”, justifica. Ele frisa, ainda, que as famílias não têm intenção de deixar o espaço, que é dividido em diversos lotes de proprietários distintos. O MSL, segundo Venâncio, está com outros três acampamentos em Bauru.
Já os representantes do grupo que está na Vila Dutra, Ismael José de Souza, o Lambão, e Diogo Fernando da Silva, o Dom, afirmam que 600 pessoas ocuparam um terreno de aproximadamente 5 hectares. Os dois garantem que o local pertence à União e já foi cedido a eles pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). O grupo, segundo seus membros, está com nove acampamentos na cidade.
A assessoria de imprensa do Incra foi acionada, porém, até o final dessa quarta-feira (18), não houve resposta.
