Esportes

Basquete: jejum paulista

Thiago Navarro
| Tempo de leitura: 3 min

São Paulo sempre dominou o basquete brasileiro. Somando os três torneios com caráter de competição nacional que existiram ao longo da história (Taça Brasil de 1965 a 1989, o Nacional da CBB de 1990 a 2008 e o NBB desde 2009), os paulistas detém ampla hegemonia, com 33 títulos, contra nove dos cariocas, quatro do Distrito Federal, enquanto Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Goiás têm um troféu cada. Por clubes, os maiores vencedores são Franca, com 11 títulos (seis do Nacional e cinco da Taça), Sírio (sete Taças Brasil) e Monte Líbano (cinco Taças Brasil). Em seguida aparece o primeiro time fora do estado, o Flamengo, com cinco conquistas (quatro no NBB e uma no Nacional).

O domínio paulista teve início ainda na Taça Brasil, quando Franca, Sírio e Monte Líbano foram quase hegemônicos. Na era do Nacional da CBB, os francanos novamente dominaram, com seis conquistas, três delas seguidas (1997/98/99). Depois disso, apenas mais dois paulistas ganharam o Nacional, também os únicos já neste século: o Tilibra/Copimax/Bauru, em 2002, e o Ribeirão Preto, em 2003 – que tinha no elenco o ala Alex, hoje em Bauru.

Desde então, o estado que mais tem times na elite do País não sabe o que é ganhar um título. O NBB, criado em 2009, viu ampla hegemonia de Flamengo e Brasília. Os candangos foram tricampeões, de forma consecutiva (2010/11/12), e o Rubro-Negro ganhou quatro troféus, um em 2009, e nas três últimas edições (2013/14/15). Os paulistas até chegaram em quatro finais, com Franca (2011), São José (2012), Paulistano (2014) e Bauru (2015), porém todos sucumbiram ao poderio de candangos e cariocas.

O ala Léo Meindl, que nasceu e começou a jogar em Franca, terra do maior campeão brasileiro, espera ajudar seu estado natal a conquistar o topo do basquete brasileiro de novo. “A gente vê que os times de São Paulo sempre chegam na reta final, neste ano dois semifinalistas eram do Estado. Os paulistas sempre foram fortes, temos que mostrar essa força novamente”, aponta.

Recorde
Se Bauru quer quebrar o tabu de um paulista nunca ter vencido o NBB, o Flamengo pretende aumentar seu domínio no atual torneio nacional de clubes. São quatro títulos desde a criação do campeonato, três deles seguidos, o que já coloca o Flamengo como segundo maior vencedor consecutivo, ao lado do Franca, nos anos 90. Quem mais “enfileirou” o Nacional foi o Monte Líbano, ainda na Taça Brasil (1984/85/86/87), feito que os cariocas podem igualar caso vençam neste ano.

No Rubro-Negro, quem também busca um recorde pessoal é o ala Marcelinho Machado, que terá um duelo particular com o técnico Demétrius, do Bauru. Ambos têm seis títulos de Nacional, ao lado do ex-armador Helinho (anunciado há poucos dias como treinador de Franca). Alex Garcia, do Bauru, soma cinco.

Portanto, ao final da decisão, o basquete brasileiro terá um personagem a comemorar por sete vezes seu maior troféu. Resta saber se será Marcelinho, todas como atleta, ou se Demétrius, o que seria também o seu primeiro como técnico. Apenas entre os treinadores, o maior vencedor foi Hélio Rubens, campeão por dez vezes.

Ao vivo
A Liga Nacional de Basquete (LNB) confirmou que todos os jogos da final serão transmitidos ao vivo pela televisão aberta para todo o Brasil. A Rede TV é quem vai exibir as cinco partidas. Na televisão fechada, a transmissão será do canal a cabo SporTV, também em todos os confrontos.

No rádio, a Auri-Verde (760 AM) transmite os jogos para Bauru e região, em parceria com a webrádio Jornada Esportiva (www.jornadaesportiva.com.br), a exemplo do que ocorreu ao longo de toda a temporada.

Ingressos

Os bilhetes restantes serão vendidos hoje, a partir das 12h, no Ginásio Neusa Galetti, em Marília, e nas loja físicas em Bauru e Marília, a partir das 9h. Os preços são R$ 30,00 (arquibancada), R$ 15,00 (meia-entrada), R$ 100,00 (cadeira de quadra) e R$ 50,00 (meia-entrada de cadeira de quadra). A venda antecipada foi de 4 mil ingressos. Sócios-torcedores do Bauru Basket não precisam comprar ou retirar entradas, basta se dirigir com a carteirinha no setor exclusivo para sócios no ginásio.

 

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