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Bauru Basket perde primeiro jogo da final do NBB para o Flamengo

Thiago Navarro
| Tempo de leitura: 5 min

Fotos: Luis Pires/LBN
Jefferson, do Pachoalotto, em lance na partida de hoje
Hettsheimeir, destaque do Paschoalotto na partida desse sábado (21), passa por marcação de Ronald Ramon, do Flamengo

O Paschoalotto/Bauru perdeu para o Flamengo por 83 a 77, nesse sábado (21) à tarde, no Ginásio Neusa Galetti, em Marília, no primeiro jogo da final do Novo Basquete Brasil (NBB) 2015/16. Agora, a série continua com duas partidas na Arena Carioca 2, no Rio de Janeiro, nesta quinta-feira (dia 26), às 17h, e no sábado (dia 28), a partir das 14h10.

O Dragão precisa vencer pelo menos um desses jogos para evitar que o Rubro-Negro seja campeão, trazendo o quarto duelo de novo para o interior paulista, no dia 4 de junho. Uma eventual quinta partida será no Rio, dia 11 de junho.

 

O jogo

Os primeiros minutos foram melhores para o Flamengo, mas logo Bauru entrou de vez na partida e contou com boas atuações ofensivas de Jefferson, Robert Day e Alex para abrir vantagem. O Rubro-Negro teve como principais destaques Rafa Luz e Marquinhos, precisos nos arremessos. O primeiro quarto terminou com o Dragão na frente, 19 a 14.

As duas equipes fizeram um início de segundo período sofrível, com muitos erros, alguns até infantis. Ainda assim, o Flamengo se aproveitou e conseguiu empatar o jogo e depois virar, em bola de Mineiro, 23 a 21. JP Batista acertou duas bolas seguidas no garrafão e a vantagem carioca aumentou para cinco pontos. Quem recolocou Bauru no jogo foi Hettsheimeir. Com duas bolas de dois pontos e uma de três, o Dragão voltou a ficar na frente. A partir daí, os times se alternaram na dianteira do placar, mais uma vez com Rafa Luz e Mineiro pontuando no lado carioca e Jefferson, Paulinho Boracini e Alex para o Bauru, que foi para o intervalo vencendo por um ponto: 39 a 38.

Bauru também começou o terceiro quarto na “marcha lenta” e permitiu que o Flamengo abrisse vantagem, com bolas de Mineiro e Marquinhos. Mais uma vez, coube a Hettsheimeir fazer os pontos que buscaram o placar. Na metade final do período, os arremessos de Alex e Jefferson caíram e os bauruenses fecharam a parcial na frente por 62 a 60.

No último quarto, o Flamengo também foi superior nos primeiros minutos, mas dessa vez não deu tempo para o Bauru reagir. Marquinhos, Olivinha, Marcelinho e Ronald Ramon foram precisos nos chutes, enquanto o Dragão ficou muito dependente de Hettsheimeir. No final, a equipe até encostou no placar, chegou a baixar a desvantagem para dois pontos, porém não o suficiente para virar o marcador. Final de jogo, vitória flamenguista por 83 a 77.

Basquete de cabeça erguida

Elenco bauruense confia em bons jogos fora para manter o Dragão vivo na decisão

Apesar do revés da tarde desse sábado (21), em Marília, o Paschoalotto/Bauru acredita que a série final do NBB8 está aberta. O pivô Rafael Hettsheimeir, destaque do Dragão na partida, diz que a atuação do time não foi ruim. “A equipe entrou bem, mas não conseguiu a vitória. O Flamengo é o atual campeão, mas nosso time atuou bem. Para vencer no Rio de Janeiro, precisamos melhorar a defesa, estamos preparados para jogar lá também”, destacou.

O técnico Demétrius Ferracciú cita a necessidade de ter mais regularidade. “Precisamos ser mais regulares no próximo jogo. Tem que saber tomar as decisões para igualar o jogo. O time teve mérito de se recuperar dentro de dois períodos, mas é difícil todo quarto você ter que ficar correndo atrás, e foi isso que aconteceu no último quarto. Isso proporcionou uma dificuldade para buscar o placar”, mencionou.

Para os dois jogos no Rio, o treinador adota cautela. “Temos que pensar jogo a jogo. Não adianta querer chegar lá e ganhar os dois jogos, temos que focar na próxima partida. Vamos analisar com calma o vídeo da partida de hoje (sábado-21) para saber o que precisa ser ajustado”, reiterou.

O pivô Murilo Becker, que era dúvida por conta de entorse no tornozelo direito, atuou, mesmo sem as melhores condições. “Esperamos recuperar bem ele para o segundo jogo, o Murilo é um jogador que quando entra bem faz a diferença”, completou Demétrius.

 

Apagão

No segundo e no terceiro período, Bauru começou mal, porém conseguiu reagir e manteve-se à frente. No último quarto, entretanto, o time demorou mais de quatro minutos para fazer a primeira cesta, com o Flamengo abrindo 8 a 0 na parcial. O “apagão” bauruense custou caro e a reação nos instantes finais foi insuficiente para chegar à vitória.

Para Jefferson, o time pecou na marcação na reta final. “A gente falhou defensivamente. Precisamos rever isso para os jogos no Rio. Ganhamos até o terceiro quarto e aí no final o último período fez a diferença. Final é decidida nos detalhes”, resumiu.

O técnico Demétrius Ferracciú pediu tempo técnico no quarto final apenas depois que o Rubro-Negro já havia feito oito pontos, contra nenhum de Bauru, mas ele justifica. “No momento em que eu ia parar o jogo, teve a falta técnica do Jefferson e o Flamengo teve o lance livre. Se eu pedisse o tempo ali, acabaria ajudando eles (Flamengo) a montar o ataque, pois a posse da bola era deles em função da falta”, argumentou.

 

Flamengo

Na visão do técnico José Neto, o Flamengo precisa manter o foco agora no Rio. “Cada partida tem uma história diferente. O foco da equipe tem que ser o mesmo. Hoje (sábado-21) conseguimos fazer uma boa rotação, e isso ajudou no final do jogo”, disse.

Fator casa

O Ginásio Neusa Galetti recebeu 5.633 pessoas, nesse sábado (21). Apesar de ser um bom público, não foi o suficiente para lotar todos os espaços. O regulamento do NBB não especifica capacidade mínima de público para as finais, apenas lista uma série de oito ginásios recomendados, sendo que outros podem ser acrescidos.

A Liga Nacional de Basquete recomenda arenas com lotação acima de 4 mil pessoas - no Panela de Pressão cabe pouco mais de 2 mil. Bauru optou por Marília, a exemplo do ano passado, e mais uma vez saiu derrotado. Mas a quadra “neutra” não foi um fator decisivo, na opinião dos atletas.

“Claro que Bauru é a nossa casa, estamos acostumados a jogar na Panela, mas fomos bem recebidos em Marília, o público daqui e de Bauru nos apoiou, a estrutura para a final está bacana”, defende o pivô Hettsheimeir. “A Panela é nossa casa, mas não acredito que isso tenha feito a diferença. Nos jogos no Rio, o Flamengo também não vai atuar no Tijuca, onde está costumado”, lembra Jefferson.

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