| Douglas Reis |
![]() |
| Diretora do Sintusp, Cláudia Carrer acredita que movimento ganhará força nos próximos dias |
| Malavolta Jr. |
![]() |
| Milton do Prado Junior, da Unesp, adianta que nova paralisação está marcada para o próximo dia 30, quando ocorre negociação |
Funcionários do câmpus da Universidade de São Paulo (USP) em Bauru entraram em greve, nessa segunda-feira (23), por tempo indeterminado. Os servidores reivindicam reajuste salarial de 12,38% e protestam contra o que chamam de “desmonte” da instituição.
Ainda nessa segunda, professores e funcionários técnico-administrativos da Universidade Estadual Paulista (Unesp) decidiram, em assembleia, paralisar as atividades no câmpus de Bauru nesta terça-feira (24) e na próxima segunda-feira (30). A reunião também aprovou o indicativo de greve da categoria, sem data para ter início.
Segundo a diretora do Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp), Cláudia Carrer, ao menos 30 funcionários do Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais (HRAC), o Centrinho, e da Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB) cruzaram os braços ontem, em paralisação aprovada durante assembleia no último dia 17. A expectativa do sindicato é de que o movimento ganhe força nos próximos dias, com adesão de profissionais vinculados diretamente ao atendimento médico e de enfermagem prestado no hospital.
“Há um desmonte em curso, com redução drástica de atendimentos e cirurgias no Centrinho. Queremos saber que rumo o hospital está tomando e se isso representa algum risco para os empregos dos funcionários”, pondera Cláudia.
Por meio de nota, a USP garantiu que não haverá demissões. Salientou, ainda, que negociação salarial será discutida no âmbito do Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp) – USP, Unesp e Unicamp - com o Fórum das Seis, entidades de classe dos servidores técnico-administrativos e docentes das três Instituições, além do Centro Paula Souza. Até o momento, segundo professores e demais funcionários, a proposta de reajuste feita é de 3%, com retirada do vale-alimentação.
Paralisação
Os conselhos universitários das instituições se reúnem hoje para discutir, entre outras demandas, o contingenciamento de repasses às três universidades. O corte é de R$ 233 milhões no orçamento de 2016, na comparação com o previsto para este ano. Em razão desta reunião, os professores e funcionários técnico-administrativos da Unesp decidiram paralisar as atividades hoje, em Bauru. De acordo com o docente Milton Vieira do Prado Junior, os alunos da universidade realizam assembleia geral na tarde de hoje para definir se também irão apoiar o movimento.
Para o dia 30 de maio, quando ocorre negociação entre Cruesp e Fórum das Seis, uma nova paralisação de professores e funcionários está prevista. “Nossa intenção é discutir o financiamento da universidade, já que o contingenciamento que foi imposto interfere em todos os itens da nossa pauta, como o reajuste salarial (de 12,38%) para repor a inflação e as perdas acumuladas ao longo do último ano, a contratação de mais docentes e servidores e uma assistência estudantil realmente eficaz”, detalha.
Segundo Prado Junior, o indicativo de greve será reavaliado em assembleia marcada para 1 de junho. Por meio de nota, a Unesp informou que está aberta ao diálogo, recebe as pautas de reivindicação sempre que apresentadas e as conduz em suas instâncias administrativas nas unidades e na reitoria.

