Bairros

Furtadas, creches ficam mais de uma semana sem energia

Cinthia Milanez
| Tempo de leitura: 3 min

 
 
 

Duas creches da Prefeitura de Bauru ficaram mais de uma semana sem energia elétrica, porque tiveram seus fios furtados neste mês. O primeiro caso se deu na Escola Municipal de Ensino Infantil (Emei) Gilda dos Santos Improta, na região do José Regino, na primeira semana de maio, mas o problema já foi resolvido. Pouco tempo depois e não muito longe, foi a vez da Escola Municipal de Ensino Infantil Integral (Emeii) Madre Tereza de Calcutá, no Bauru 22.

O escriturário Matias Geraldo Muniz, de 40 anos, cujo filho, de 4, frequenta esta creche, se sente inconformado diante da demora para que a situação se regularize. Enquanto isso não ocorre, a escola, que era para ser integral, passou a atender “picado” das 7h às 11h30 e das 13h às 17h, desde a última sexta-feira, quando foi furtada. “Muitos pais trabalham e não têm condições de buscar seus filhos para o almoço. Creche não é luxo, é necessidade”, argumenta.

A suspensão se deu porque algumas atividades da escola, como refeições completas, salas de TV e até aulas em locais pouco iluminados, mesmo durante o dia, dependem de energia elétrica. “A creche deveria transferir as crianças para outro lugar, até que o problema seja resolvido”, sugere o pai. Por sorte, Matias não teve tanto prejuízo, já que sua esposa está de férias e tem condições de ficar com o filho em casa.

Inclusive, ela acabou cuidando da filha da vizinha, que também frequenta a creche, porque a mãe não tem condições de buscá-la na hora do almoço. Matias também reclama da falta de policiamento na região. “Dificilmente eu vejo a presença de viaturas, que só vem quando são chamadas”, reclama. Por conta disso, o escriturário irá procurar o Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) mais próximo para solicitar um pouco mais de atenção ao bairro.

Comandante da 4.ª Companhia da Polícia Militar (PM), o capitão Marcelo Noronha afirma que o patrulhamento é distribuído de forma igualitária em todos os bairros. A polícia também trabalha para encontrar os autores dos furtos citados, seja através de conversas com vizinhos ou donos de ferros-velhos, que compram esse tipo de material. Ele revela, ainda, que o policiamento será reforçado em todos os locais que abrigam escolas.

Reforço
Quem também pediu um pouco mais de atenção ao bairro foi a própria Secretaria Municipal de Educação. Diretora da Divisão de Educação Infantil da pasta, Adriana Piccinilli Teixeira Paula afirma que solicitou aos pais que alertem a polícia, caso haja qualquer movimentação estranha nas proximidades da creche. O local, situado na quadra 2 da rua Maria José Silvério dos Santos, abriga 151 alunos de 0 a 5 anos, ou melhor, do Infantil ao Infantil 5.

Adriana esclarece que a demora para a regularização do serviço decorre dos procedimentos que devem ser tomados. “Comunicamos a polícia, esperamos a perícia, precisamos avaliar os materiais a serem repostos, apresentamos propostas às empresas e aguardamos a liberação da verba. Nesse caso, o prejuízo foi de cerca de R$ 1,5 mil”, descreve. A expectativa, segundo a diretora, é de que tudo volte ao normal a partir da próxima terça-feira.


Outro caso

No início deste mês, foi a vez da Emei Gilda dos Santos Improta, que atende 187 crianças de 0 a 5 anos em período integral e parcial. A unidade de ensino, situada na rua Antonio Bertone, 7-40, no José Regino, ficou com algumas atividades suspensas por duas semanas, ou seja, as crianças do ensino integral tiveram de voltar para casa na hora do almoço e, à tarde, retornar à creche.

Segundo a diretora da Divisão de Educação Infantil do município, Adriana Piccinilli Teixeira Paula, o motivo da demora para a regularização foi o mesmo do caso da Emeii Madre Tereza de Calcutá: protocolos a serem seguidos. Para tentar evitar que isso volte a acontecer futuramente, Adriana pediu para que os vigias da prefeitura intensifiquem as rondas nos dois bairros.

 

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