Um estudante universitário de 23 anos foi preso em flagrante após atropelar e matar, embriagado, um cabo da PM durante perseguição policial ocorrida na madrugada desta quinta-feira (26), no acesso à rodovia Anhanguera, em Jundiaí (58 km de SP).
Segundo a polícia, o cabo Anderson Aparecido dos Santos, 32, montava um bloqueio com outro policial para forçar a parada do Fiat Uno dirigido por Victor Olivato Montanaro que, mesmo ao vê-los, teria acelerado ainda mais e os atingiu.
Santos foi prensado ao carro da PM, que estava na frente do Uno, e morreu na hora. O outro policial sofreu escoriações com o impacto e não corre o risco de morrer.
O caso teve início por volta das 3h, quando a PM foi acionada por seguranças de uma casa noturna na zona rural da cidade, informada de que estaria havendo uma briga generalizada.
No momento em que a equipe se dirigia para atender o chamado, perceberam Montanaro dirigindo em alta velocidade e na contramão em uma avenida que dá acesso à rodovia.
Os policiais perseguiram o veículo e avisaram outros PMs para montar um bloqueio a fim de detê-lo.
Após o acidente, Montanaro foi preso em flagrante. Exame de sangue feito pela perícia constatou que o universitário tinha 0,91 ml de álcool por litro de sangue, quantidade equivalente ao consumo de meia garrafa de bebida destilada.
Ele foi indiciado por homicídio doloso (quando há a intenção), tentativa de homicídio do outro policial e embriaguez ao volante.
A polícia investiga se o universitário teria participado da briga na casa noturna e se uma arma encontrada em uma das ruas pelas quais ele passou poderia ser sua.
Motorista foi agredido, diz colega
O colega que acompanhava Victor Olivato Montanaro declarou aos investigadores que ele teria tentado fugir da PM por ter sido agredido por policiais antes. Segundo ele, ambos receberam socos e chutes ao descerem do carro.
A hipótese está descartada pela Polícia Civil. Segundo apontou a perícia, as marcas no rosto do acusado foram causadas pelo cinto de segurança em meio ao forte impacto da batida.
O Uno dirigido por Montanaro, que pertence à sua mãe, ficou com a frente completamente destruída. Seus familiares não quiseram dar entrevistas.
O colega, cujo nome não foi divulgado, não informou porque eles estavam em alta velocidade. Alegou apenas "que estavam muito loucos." Ele também negou a posse do revólver.
Segundo a polícia, o estudante passou por atendimento e será ouvido nesta sexta.