Polícia

PM é baleado durante captura, mas não corre risco de morte

Vinicius Lousada
| Tempo de leitura: 2 min

Samantha Ciuffa
Comandante do 4.º BPM-I, tenente-coronel Flávio Kitazume informa que o soldado atingido não corre risco de morte

Foragido do sistema penitenciário, um homem de 36 anos tentou matar um policial militar que o abordou na manhã dessa quinta-feira (26), na Vila São Paulo. Conhecido como Cabrovino e com passagens por furtos e roubos, Claudevino dos Santos Santana resistiu ao ser detido, entrou em luta corporal contra três agentes, tomou a pistola de um deles e disparou contra a vítima.

Segundo o boletim de ocorrência (BO), a bala acertou o chão e  ricochetou na parede de um prédio próximo. Fragmentos do projétil, contudo, atingiram a perna direita do soldado que portava a arma de fogo usada pelo bandido, causando ferimentos aparentemente leves.

A abordagem foi feita por volta das 6h30 por este soldado e por um sargento, que reconheceram Claudevino. Ao identificarem que o homem era procurado por ter fugido do Centro de Progressão Penitenciária 3 (CPP 3, o antigo IPA), solicitaram reforço. Outro soldado e um cabo se deslocaram à quadra 4 da rua José Bombini em apoio à dupla. Até então, tudo transcorria dentro da normalidade, tanto é que um dos policiais chamados para dar apoio à ocorrência se deslocou a um ferro velho a pedido de outro colega.

No entanto, de acordo com o BO, Claudevino, instantes depois, tentou fugir e, sem sucesso, mediu forças com os agentes e se jogou no chão, levando os três PMs ao chão. Foi neste momento que Claudevino tomou a pistola e efetuou o disparo. Segundo o relato dos policiais, ele só não atirou outras vezes porque o agente responsável pela arma segurou um de seus dispositivos.

A força que o procurado fez no gatilho resultou na quebra da peça. O policial ferido também teve sua blusa rasgada. Com a chegada do cabo que havia se deslocado ao ferro velho, na companhia do colega que o acionara, Claudevino foi finalmente rendido.

Segundo o BO, durante todo o tempo, ele gritava ameaças contra os policiais, dizendo que mataria todos e que não ficaria preso. Mesmo depois de algemado, já no compartimento de presos de uma das viaturas da PM, Claudevino chutou o vidro da lateral direita do veículo, de dentro para fora, provocando danos.

O homem se recusou a prestar depoimento à Polícia Civil e foi encaminhado à Cadeia Pública de Avaí. No boletim de ocorrência, as ações da Claudevino foram registradas como tentativa de homicídio qualificado, dano qualificado, ameaça, desacato e resistência.

Lesão superficial

Comandante do 4.º Batalhão de Polícia Militar do Interior (4.º BPM-I), o tenente-coronel Flávio Jun Kitazume afirma que o soldado teve apenas uma lesão superficial na perna. “Ele será avaliado por um médico, que indicará em quanto tempo deve voltar ao serviço. Ele não corre risco de morte”.

Em relação à ação, o coronel frisa que algo mais grave poderia ter ocorrido. “[O acusado] já era bastante conhecido nos meios policiais. Apesar da lesão superficial, foi uma ação com êxito da Polícia Militar”.

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