A atual política bauruense representa cruamente a politicagem tradicional dos usos e costumes – maus costumes – da política brasileira. O que vemos em Bauru é a representação de todo esse sistema falido e inconsistente. O que se apresenta à sociedade, por parte dos possíveis candidatos é o entra e sai de partidos, cada um buscando a melhor posição para as possíveis candidaturas. Esse sinal nada mais nada menos representa a incoerência de cada candidato frente a princípios éticos e políticos. Trata-se de pleno oportunismo, visto que não se tem fidelidade às ideias, mas sim às ocasiões.
Toda essa situação é gerada já que partidos novos surgem a todo momento, e levam consigo tempo de propaganda eleitoral gratuita e muitos parlamentares de outros partidos. Isso deve-se a coalizão que é necessária para que haja governabilidade. O nascimento de vários partidos tem como principal meta desidratar as oposições, na tentativa de um governo ficar no poder e concretizar suas metas. Isso já é sistêmico há muito tempo.
O que a população quer são princípios, e quem dos vários futuros candidatos tem a estatura de assumir o que realmente pensa e defende? Se parte não tem a coerência de permanecer no seu partido de origem, como é que eles podem ter ousadia de mostrar-se como candidato? Ser candidato não é meramente possuir um título de eleitor, ser filiado a um partido político e ser escolhido na convenção como candidato. É, antes de tudo, papel atribuído aos que possuem credenciais para tal serviço. Quantos são os que realmente têm trabalhado a favor da sociedade, lutado por mudanças e, sobretudo, possuem a coerência das ideias?
Os sintomas são esses! A sociedade está atenta, hoje mais do que nunca, ao entra e sai de partidos, ao desleixo com os princípios e ao oportunismo eleitoral. Ter coerência é a prerrogativa mínima para quem queira tornar-se candidato, e infelizmente, parece que existe uma carência muito grande de tal requisito em nossa política local.