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Cetesb irá apurar denúncia contra empresa de Duartina

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

Divulgação
Técnicos da Cetesb irão apurar se resíduos de empresa estão sendo descartados corretamente

A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) irá apurar se uma empresa de Duartina (38 quilômetros de Bauru) está despejando irregularmente restos da produção em um buraco a céu aberto na zona rural da cidade. Próximo ao local, segundo denúncia feita ao JC, existe uma mina, o que potencializa os riscos de grave dano ambiental.

O autor da denúncia, que pediu para ter a identidade preservada, conta que a empresa do ramo de processamento de frutas cítricas adquiriu uma propriedade entre os quilômetros 29 e 30 da rodovia Antonio João Garbulho (SP-315), que liga Duartina a Lucianópolis, para depositar os resíduos da produção.

Segundo ele, todo o material é despejado por caminhão-tanque, sem qualquer tipo de preparo, em um buraco com aproximadamente cinco metros de altura por 60 metros de comprimento. “Embaixo, a uns trezentos metros, tem uma mina”, diz. “E eles jogam aquela água suja sem proteção nenhuma”.

O morador alega que está preocupado com os danos ao meio ambiente e riscos à saúde pública. De acordo com ele, recentemente, a empresa teria sido multada em R$ 100 mil por um vazamento na Estação de Tratamento de Esgoto da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo).

Em nota, a Sabesp informou que a empresa é sua cliente e utiliza os serviços de coleta e tratamento de efluentes não domésticos. “O esgoto é levado por rede coletora até a Estação de Tratamento de Esgoto da cidade”, revela. “A companhia ressalta que não aplicou nenhuma multa na empresa citada e que o descarte irregular de esgoto deve ser investigado pelos órgãos competentes”.

Fiscalização

A Cetesb, por sua vez, disse que a Agência Ambiental de Bauru recebeu denúncia na tarde de ontem comunicando suposto descarte irregular de resíduos. “Com base nessa denúncia, técnicos da Agência de Bauru irão fazer uma vistoria no local para constatar se, realmente, está ocorrendo a disposição inadequada de resíduos pela empresa e avaliar a situação da área informada”, explica.

A reportagem entrou em contato com a empresa para saber se ela gostaria de se manifestar a respeito da denúncia, mas, por meio da responsável pelo departamento fiscal, Leila Cidiane Gomes Nascimento, proprietários disseram que não iriam comentar o caso.

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