Anunciado pelo atual Governo Federal o rombo orçamentário de R$ 170 bilhões, herança indubitavelmente deixada particularmente pelo governo do PT, podemos nos preparar, como simples mortais, para medidas amargas que virão por aí, afinal, quem paga o pato, ou melhor dizendo, as contas, somo nós, é claro.
Pesquisa da ONG Brasil Transparente, entre outras fontes, revela que os parlamentares de nosso país, em um todo, e aí se englobam 513 deputados federais, 81 senadores, 27 assembleias legislativas e 5.564 câmaras de vereadores, custam nada mais nada menos que R$ 20 bilhões anualmente aos cofres públicos. Faço aqui uma observação: esta vultosa quantia refere-se só, tão e unicamente, aos soldos de nossos vorazes parlamentares, não se levando em conta o que ganha a maioria esmagadora de nossos políticos, com propinas, acordos, conchavo e outras benesses.
Ante o exposto, parto dessa premissa para fazer uma sugestão aos nossos representantes políticos de nosso país para que doem, como doamos em outrora “ouro para o brasil”, pelo menos 25% (vinte e cinco por cento) de seus soldos, durante pelo menos a vigência de seus respectivos mandados, o que somariam R$ 5 (cinco) bilhões anualmente aos cofres públicos. Ajudaria em muito a diminuição do déficit orçamentário ora demonstrado pelo governo.
O Brasil é o 2º país no mundo que mais gasta com nossos parlamentares, atrás apenas dos EUA, a maior nação mundial. Quantos anos teria que trabalhar um funcionário público, graduado ou não, um trabalhador da iniciativa privada ou então um assalariado para ganhar o que ganham nossos políticos? Em minha pequena calculadora não foi possível fazer a conta, pois ela me disponibiliza apenas oito dígitos numéricos. A grosso modo, o assalariado teria que ressuscitar centenas de vezes para chegar talvez próximo ao que ganham eles, políticos, enquanto mandatários.
E a nossa sociedade, não fala nada? Fala, fala muito, reclama demais, mas nada faz para que mudem esta triste realidade, afinal, o melhor emprego do mundo é ser político, ainda que honesto (existe?). Não seria o momento de nossa sociedade “pintar a cara”, sair às ruas, com manifestações idênticas às que vimos recentemente em todo território nacional, persuadindo o povo, do pobre aos mais avantajados, colhendo assinaturas aos milhões para encaminhar aos nossos parlamentares para que transformem e aprovem lei objetivando reduzir drasticamente os vencimentos de toda e qualquer classe política? Seria possível, seria viável? Claro que sim, afinal, particularmente deputados e senadores, além do salário mensal, recebem ainda, pasmem: 13º, 14º e 15º salário; e tem mais.
Recebem também verba indenizatoria mensalmente (dizem que são gastos fora do Estado); auxílio moradia; despesas com correios (não usam whatsApp, twiter, email etc...); cota telefônica; passagens aéreas, serviços de gráficas, jornais e revistas e, finalmente, verba de gabinete, destinada pelo que se sabe para pagamento de onze (11) até 25 funcionários assessores. Com tantas benesses, o salário de um deputado federal ou senador chega muito próximo de R$ 100 mil mensalmente. Pode isso? Dá ou não dá para reduzir esses valores?
O povo brasileiro faz ouvidos moucos quando se fala da classe política, afinal, bem ou mal são eles nossos representantes legais. Posso garantir que durante minha vida toda como eleitor, atualmente com 62 anos de idade, nunca escolhi nenhum parlamentar para me representar.
Faça você, se tiver coragem, na próxima eleição o mesmo, ao invés de votar, vai pescar, visitar familiares, amigos, doentes etc... Justificar o voto é muito fácil e hoje se faz até pela internet, sem multa. Com a palavra os leitores e eleitores.