Tribuna do Leitor

Madê Você, Cadê?

Prof. Sinuhe Preto - 'À porta do Teatro,perguntando Cadê, Madê?'
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Fiori Gigliotti, o melhor narrador de futebol de todos os tempos, diria: “Fecham-se as cortinas e termina o espetáculo.” Não! O show não pode parar! Madê, você não foi, você estará! Obrigado! “Subo neste palco, minha alma cheira a talco como bumbum de bebê...”, como zumzum de Madê, Rátimbum de Sinuhe! Mulher das cenas mais que apenas, você também fez o meu Sinuhe gostar de teatro, encenou contigo, sob sua batuta, “Opereta de Natal”, no Automóvel Clube, inesquecível, imperdível, o impossível possível!

     

E suas Massas? Alimentavam massas contra a massificação abaixo da média da podre mídia! Seus atos, quiçá, mais que de apóstolos, atos e desacatos contra a mesmice, como em “O Método”, curta-metragem inspirado no conto “O Sistema do Doutor Alcatrão e Professor Pena”, de Edgar Allan Poe.


O professor Pena, sou eu hoje, que a duras penas tenho pena dos espetáculos sem você!

E quando chamei você para participar de um FutBar na Livraria Nobel, de Marco Antônio Jabur, você aceitou de imediato, sendo a primeira mulher a ser escalada no time dos comentaristas!


A Academia Bauruense de Letras também está disléxica hoje, faltam vocábulos, interjeições ou onomatopeias para falar de você! Que pena sem pena, diria Machado de Assis, creio eu, foi-se embora pra Pasárgada, diria Bandeira, foi estudar a geologia dos campos santos, diria Brás Cubas do Bruxo de Cosme Velho, viajou fora do combinado, entoaria o sr. Brasil Rolando Boldrin!


Madê Corrêa, muito obrigado pela comédia e pela tragédia e, na catástrofe, penso em cada estrofe e procuro, hoje adverso, seu verso diverso no universo! Deus contigo!

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