Tribuna do Leitor

O uso desproporcional da força e o melindre exagerado

Demerval Assis da Silva
| Tempo de leitura: 2 min

Tarefa não muito fácil, minimizar a escrita de Zarcillo Barbosa, (JC de 21/05/2016) ou desdizer o que já fora dito. Mas voltando lá em cima, achei particularmente desproporcional o modo com que algumas pessoas da sociedade deram aqui como resposta.


Primeiro que eu intuí nas entrelinhas do texto zarciliano um tom não muito sério em suas considerações a respeito das mulheres, que desde a falta de uma das costela de Adão tornaram-se nossas “almas gêmeas”.

Então considero também que o Zarcillo deu um azar terrível mediante ao caso de estupro coletivo de uma jovem de 16 anos, por trinta e três covardes, em um país sedento por uma justiça que realmente puna os criminosos, que abundam e zombam da nossa sociedade.


No entanto, estamos mediante a alguns “melindres sociais” que não nos têm ajudado em nada, no que tange a termos acatados nossos direitos enquanto cidadãos de bem. Não só na briga pela igualdade de direitos, macho-fêmea que não vem de agora.


O bullyng, palavra que vem do inglês (não teríamos na própria língua), um termo para denominar os maus tratos, sofridos por nossos anjinhos nas escolas, por exemplo?


Ou até, quem sabe, um nome para se referir aos jogadores mais habilidosos, que hoje no futebol têm que pensar duas vezes antes de aplicar dar uma caneta no seu adversário, correndo o risco de ser taxado de desleal por humilhar a outrem, correndo o risco de ser agredido ou até expulso da partida pelo árbitro, cabendo aqui a consideração: não seria essa uma das razões do “nosso” tão amado esporte bretão estar tão em baixa hoje em dia?


Mas voltando ao âmago da questão, tirando a força física que ainda nos faz superiores às mulheres, (vide a lutadora de MMA Ronda Rousey), estamos na sociedade ocidental bem pau a pau (talvez literalmente) com elas. Com a palavra, Ângela Merkel, a primeira ministra alemã, “Frauen Kämpfen” (mulheres à luta).

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